Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 22 de setembro de 2025
Pressão inflacionária nos alimentos frescos
Nos Estados Unidos, os consumidores enfrentam forte pressão nos preços da carne bovina e de outros itens básicos. A principal causa é uma oferta limitada de boi para abate, a escassez de rebanho registrada ao longo dos últimos anos. Como resultado, o preço da carne moída subiu cerca de 13% em 12 meses, atingindo níveis nunca vistos desde meados do século XX — o que força famílias a repensarem sua alimentação.
Enlatados ganham força como alternativa acessível
Diante dos preços elevados, cresce o apelo por versões econômicas ou por alimentos industrializados mais simples. Produtos clássicos de panificação de décadas atrás, como o Hamburger Helper, observaram crescimento nas vendas de cerca de 14,5% no ano até agosto, segundo dados do setor. Itens como latas de atum, sardinha, salmão, além de macarrão com queijo, também se destacaram em crescimento de demanda.
Comportamento de compra e ajustes nas escolhas do consumidor
Consumidores estão sacrificando produtos considerados “mais premium” ou supérfluos em favor de opções de menor custo-benefício. Marcas próprias de supermercados se fortalecem, oferecendo alternativas mais baratas. Segmentos como doces, biscoitos e sobremesas sofreram queda de demanda, enquanto itens básicos reaparecem nas cestas. A adaptação inclui também redução de desperdício e planejamento mais rigoroso das refeições.
Setor alimentício e fabricantes de embalados reagem
Empresas que atuam com alimentos enlatados e refeições prontas perceberam a reativação de produtos nostálgicos, bem como o relançamento de sabores. A fabricante Eagle Foods, dona do Hamburger Helper, afirma que investiu em relançamentos de sabores e em versões adaptadas ao gosto do consumidor moderno, considerando praticidade e custo. Também há esforços para reduzir custos produtivos, otimizar ingredientes e adaptar embalagens ao novo perfil de consumidores.
Impactos econômicos mais amplos
- Inflação de alimentos: embora tenha recuado em comparação ao pico, segue 21% acima do que era em 2021-2022, mantendo o custo de viver elevado para famílias de baixa e média renda.
- Demanda por marca de valor: posições de mercado tendem a se deslocar para marcas próprias ou alternativas genéricas, o que pode pressionar margens de empresas que não conseguirem adaptar oferta ou reduzir custo.
- Mudanças estruturais no setor: adaptação de produtos, inovação em conservação e empacotamento, logística e custo de matérias-primas se tornam decisivos para quem quer se manter competitivo.
Fechamento explicativo:
A escalada nos preços da carne bovina está desencadeando um retorno às raízes alimentares de custo mais baixo, como enlatados e refeições prontas. Para consumidores, isso significa ajustes no orçamento e no comportamento alimentar; para empresas, a necessidade de inovar em produto, reformular custos e focar em praticidade e preço. Investidores no setor de alimentos devem observar quem lidera esse movimento — produtores de enlatados econômicos, marcas próprias e empresas com cadeia logística eficiente têm potencial de capturar essa demanda crescente.
Fontes consultadas ao final
- InfoMoney – (infomoney.com.br)

