Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 22 de setembro de 2025
Chegada à Nova York com comitiva reduzida
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Nova York neste domingo (21), acompanhado de uma delegação mais enxuta do que o habitual. Ele aterrissou no Aeroporto Internacional JFK às 17h57. Entre as ausências destacadas estão as dos ministros da Fazenda e da Saúde, que decidiram não viajar — um por compromissos no Brasil e outro devido a restrições de circulação impostas nos Estados Unidos. Outros ministros que tinham previsão de participar da viagem também desistiram, por diferentes razões.
Quem veio, quem ficou e as justificativas
A comitiva que viajou inclui quatro ministros de Estado, além do embaixador, assessor presidencial e outras autoridades. Estão presentes os ministros vinculados às pastas da Justiça e Segurança Pública; Educação; Mulheres; e Povos Indígenas, entre outros. A primeira-dama Rosângela da Silva chegou mais cedo à cidade e participou de algumas atividades enquanto Lula se prepara para a agenda oficial da ONU.
Motivo da viagem e foco diplomático
Lula está em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas. Apesar de estar no mesmo momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também estará presente, não há previsão de encontro bilateral entre os dois líderes. O Brasil optou por concentrar esforços nas reuniões multilaterais e discursos públicos, principalmente considerando os temas de comércio exterior (como o tarifaço imposto pelos EUA), diplomacia econômica e imagem internacional.
Contexto de tensão Brasil-EUA e agenda paralela
A vinda de Lula ocorre em meio a tensões diplomáticas e comerciais entre os dois países — sanções, tarifas altas sobre exportações brasileiras e críticas mútuas de parte a parte. A ausência de reunião com Trump sinaliza escolha estratégica por parte do Brasil, de não abrir espaço para confronto direto, pelo menos neste momento. A delegação reduzida também é interpretada como medida de prudência política e logística.
Fechamento explicativo:
A decisão de Lula de participar da Assembleia Geral da ONU com comitiva enxuta e sem previsão de encontro com Trump é indicativa de uma abordagem diplomática cautelosa. O foco será nos discursos, alianças multilaterais e na defesa dos interesses brasileiros, sobretudo no comércio internacional. Para observadores políticos e investidores, o que se acompanha agora é o teor dos discursos na ONU, possíveis reações de Washington e como essas tensões serão endereçadas nos próximos meses — especialmente para exportadores e setores impactados pelas tarifas.
Fontes:
- InfoMoney – (infomoney.com.br)

