MBRF estreia na B3 após fusão de Marfrig e BRF: veja o que muda

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 23 de setembro de 2025


O nascimento da MBRF e lançamento na Bolsa

Na noite desta segunda-feira (22), foi concluída a fusão entre as gigantes alimentícias Marfrig e BRF. A nova empresa resultante, chamada MBRF, será listada na B3 com o ticker MBRF3, com estreia prevista para terça-feira (23). O movimento consolida operações de carnes bovina, suína, de frango, além de outras linhas como manteiga, margarina e derivados.


Tamanho e portfólio da nova companhia

A MBRF surge com receita líquida anual estimada em R$ 160 bilhões, sendo aproximadamente 38% desse total proveniente de produtos processados. Ela incorpora marcas de peso como Sadia, Perdigão, Qualy, Bassi e Banvit, ampliando escala, verticalização e abrangência internacional, com presença em 117 países.


Processo de fusão: trâmites, aprovações e obstáculos superados

  • A fusão foi anunciada em 15 de maio, quando foi comunicado que a BRF se tornaria subsidiária integral da Marfrig.
  • Alguns processos de validação envolveram o Cade, que autorizou a operação, inclusive analisando possíveis impactos concorrenciais, como o envolvimento da Minerva, que contestava caráter competitivo da fusão.
  • A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também participou, adiando datas de Assembleia Geral Extraordinária em função de questionamentos por acionistas da BRF.
  • As assembleias que aprovaram a fusão ocorreram em 5 de agosto, tanto para acionistas da Marfrig quanto da BRF, e posteriormente, em setembro, o Cade aprovou o ato por unanimidade, sem exigência de remédios especiais.

Estrutura de governança e comando da nova empresa

  • Miguel Gularte, ex-BRF, assume como presidente-executivo (CEO) da MBRF.
  • O fundador da Marfrig, Marcos Molina, controlador, ocupará a função de chairman e manterá influência estratégica no conselho.
  • A governança da empresa será dividida em diversas vice-presidências: Finanças, Relações com Investidores, Tecnologia, Mercado Internacional, Operações Industriais, Supply Chain e outros, com executivos tanto da BRF quanto da Marfrig em posições de liderança setorial. Isso sugere esforço para integração operacional e sinergias tanto no front logístico quanto comercial.

O que muda para investidores e acionistas

  • A consolidação de operações amplia escala, o que pode resultar em redução de custos unitários, ganhos de logística e poder de compra com fornecedores.
  • A nova empresa deverá enfrentar desafios de integração de culturas corporativas, otimização de processos e sinergias operacionais para que os benefícios esperados se concretizem.
  • Estruturalmente, a fusão coloca a MBRF como uma das maiores do setor de alimentos no Brasil, com maior capacidade de exportação e concorrência internacional.

Fechamento explicativo:
A fusão entre Marfrig e BRF e a estreia da MBRF na B3 marcam um momento estratégico para o setor de alimentos no Brasil. Se a empresa conseguir executar bem sua integração operacional, potencializar sinergias e manter eficiência logística e financeira, poderá gerar valor significativo para acionistas e mercado. Para investidores, vale observar a divulgação dos primeiros resultados consolidados, evolução das margens e reações do mercado frente à nova estrutura.


Fontes: