Publicado por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 26/09/2025
Soja americana parada em solo chinês
Apesar de ser o maior importador mundial de soja, a China ainda não fez reservas de nenhuma carga da safra de outono dos EUA. Operadores do mercado indicam que o país asiático está optando por origem alternativa, especialmente da América do Sul, enquanto aguarda condições melhores para voltar a negociar com os americanos.
Condição imposta para retomar importações
Em pronunciamento oficial, um porta-voz do ministério do Comércio chinês afirmou que os Estados Unidos precisam agir para remover o que Pequim definiu como tarifas “irracionais”. Essa condição seria parte essencial para criar ambiente propício à expansão do comércio bilateral, inclusive no segmento de soja.
O negociador sênior de comércio da China, Li Chenggang, chegou a se reunir com representantes americanos e de estados produtores de soja nos EUA, sinalizando que há interesse em retomar o fluxo comercial, desde que se chegue a um acordo tarifário.
Consequências para agricultores e mercados dos EUA
A demora chinesa em fechar novas compras pressiona os produtores americanos, que podem sofrer perdas bilionárias com exportações represadas. No momento, os estoques de soja nos EUA correm risco de acúmulo, o que pode gerar desvalorização dos preços no mercado interno.
O cenário também impõe mais incertezas à soja brasileira e de outros países da América do Sul, que podem aproveitar a lacuna de demanda se mantiverem competitividade e condições logísticas favoráveis.
O que observar nos próximos passos
- Rumores e movimentos diplomáticos: novas rodadas de negociações entre autoridades comerciais dos EUA e China serão decisivas para destravar o impasse.
- Mudança nas tarifas: caso os EUA aceitem flexibilizar ou retirar tarifas consideradas “irracionais” pela China, poderá haver retomada rápida de compras.
- Impacto nas cotações globais de soja: oferta represada nos EUA, aliada à demanda da China, pode gerar oscilações fortes nos preços internacionais.
- Estratégia dos países produtores da América Latina: Brasil, Argentina e Paraguai podem ganhar espaço aproveitando o momento de estrangulamento entre os EUA e a China.
Fonte: InfoMoney

