Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data de publicação: 26/09/2025
Ao planejar a aposentadoria, não há um caminho único — o que determina a estratégia ideal é o perfil de risco de cada investidor: conservador, moderado ou arrojado. Cada abordagem traz trade-offs entre segurança, rentabilidade esperada e volatilidade — e entender essas diferenças é essencial para estruturar uma carteira eficiente para o longo prazo.
Perfil conservador: segurança acima de tudo
Quem possui perfil conservador costuma priorizar proteção do capital e estabilidade. Nessa linha, os investimentos são majoritariamente em títulos públicos (especialmente Tesouro Selic), CDBs mais seguros, LCIs/LCAs e fundos de renda fixa. A ideia é garantir que o valor investido não perca poder de compra ao longo do tempo.
Em mercados de crise ou forte volatilidade, esse perfil tende a sofrer menos, já que a exposição a ativos mais agressivos é reduzida.
Perfil moderado: equilíbrio entre risco e retorno
O moderado busca um meio-termo: parte do portfólio está em ativos seguros e outra parte em instrumentos com potencial de valorização superior. É comum que essa carteira tenha parcela em ações, fundos multimercado, fundos imobiliários e ETFs, ao lado de investimentos de renda fixa mais conservadores.
Essa estratégia permite aproveitar momentos de alta no mercado acionário enquanto mantém um colchão de segurança para amortecer quedas.
Perfil arrojado: alto risco em busca de altos retornos
Para quem aceita enfrentar oscilações, o perfil arrojado mira o máximo de rentabilidade. A maior parte dos recursos costuma ir para ações de empresas com crescimento, investimentos em criptomoedas, empresas emergentes, fundos de capital de risco etc.
Apesar de poder colher ganhos expressivos, esse perfil está sujeito a perdas expressivas em ciclos descendentes — exige disciplina, diversificação e visão de longo prazo.
Como cada perfil monta uma carteira para aposentadoria
A composição típica varia bastante, mas pode seguir um esquema parecido com:
- Conservador: 70–90% em renda fixa; 0–10% em ações; menor parte em títulos atrelados à inflação.
- Moderado: 40–60% em renda fixa; 20–40% em ações; parte em ativos alternativos.
- Arrojado: 10–30% em renda fixa; 60–80% em ações, criptomoedas, fundos temáticos etc.
O objetivo é ajustar a exposição conforme o horizonte de tempo até a aposentadoria: quanto mais distante, maior pode ser a participação em ativos de risco.
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