Publicado por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 30/09/2025
Dólar perde protagonismo nos bancos centrais
O domínio do dólar como principal moeda de reserva mundial começa a dar sinais de desgaste. Nos últimos anos, bancos centrais reduziram a participação da moeda americana em seus cofres e aumentaram a exposição a ativos alternativos.
O ouro tem se destacado nesse movimento, reforçando sua posição histórica como proteção em períodos de instabilidade econômica e geopolítica. O ativo é visto como porto seguro por oferecer reconhecimento global, liquidez e confiança consolidada ao longo dos séculos.
Bitcoin: aspirante a reserva digital
Um relatório recente do Deutsche Bank aponta que o Bitcoin compartilha características semelhantes às de uma reserva: escassez, liquidez e emissão limitada a 21 milhões de unidades. Esse perfil deflacionário atrai defensores que veem na criptomoeda um contraponto às moedas fiduciárias, vulneráveis à inflação.
Apesar do potencial, o estudo destaca que o Bitcoin ainda precisa vencer desafios para se consolidar como reserva global, como reduzir sua volatilidade e avançar em termos de transparência e aceitação institucional.
Perspectivas e desafios para o futuro
Especialistas avaliam que, no curto prazo, nem ouro nem criptomoedas substituirão o dólar como eixo do sistema financeiro internacional. O cenário mais provável é de coexistência, com bancos centrais diversificando parte das reservas, mas mantendo o dólar como referência central.
O avanço dessa tendência dependerá de fatores como inflação global, estabilidade monetária, confiança em governos emissores e, no caso das criptomoedas, da evolução regulatória e tecnológica.
Fonte: InfoMoney

