Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data de publicação: 30/09/2025
Se em setembro de 2005 um investidor brasileiro tivesse colocado R$ 10 mil no S&P 500, principal índice do mercado acionário americano, hoje ele teria aproximadamente R$ 186,5 mil. Esse número, calculado com base na valorização do índice em dólares e na variação cambial do real frente ao dólar nesses 20 anos, mostra a força da diversificação internacional e do poder dos juros compostos no longo prazo.
O que é o S&P 500
O S&P 500 é o índice que reúne as 500 maiores empresas listadas nas bolsas dos EUA, refletindo o desempenho das companhias mais relevantes da economia americana, de gigantes como Apple, Microsoft e Amazon até empresas de setores tradicionais como energia, consumo e saúde. Ele é considerado por investidores de todo o mundo o principal termômetro da economia dos EUA e uma referência global para medir desempenho de carteiras de ações.
O cálculo: de R$ 10 mil para R$ 186 mil
Na época, em setembro de 2005, os R$ 10 mil equivaleriam a cerca de US$ 4.347, considerando o câmbio médio de R$ 2,30 por dólar. Ao longo de 20 anos, o S&P 500 Total Return (que inclui reinvestimento de dividendos) multiplicou esse valor em dólares por cerca de 7,87 vezes, transformando-o em US$ 34.217 em setembro de 2025. Convertendo esse montante ao câmbio atual, próximo de R$ 5,45 por dólar, o resultado chega a R$ 186,5 mil.
É importante lembrar que essa simulação não considera impostos, taxas de corretagem ou custos de fundos/ETFs, mas mostra a ordem de grandeza do que um investidor teria conquistado apenas pela valorização do índice e pela variação cambial.
Por que o índice valorizou tanto?
O desempenho do S&P 500 nesse período reflete uma combinação de fatores:
- Força da economia americana, com crescimento de empresas de tecnologia, inovação e consumo global.
- Dividendos reinvestidos, que ampliam o efeito do retorno ao longo do tempo.
- Juros compostos, fazendo com que ganhos sucessivos se acumulem sobre os anteriores, acelerando a multiplicação do capital.
- Estabilidade institucional e financeira dos EUA, que atraem investidores do mundo todo em busca de segurança.
A importância de diversificar em dólar
Além da valorização das empresas americanas, o investidor brasileiro teria se beneficiado da desvalorização do real frente ao dólar nesses 20 anos. Em 2005, a moeda americana custava pouco mais de R$ 2,30; hoje, está em torno de R$ 5,45. Isso mostra como ativos em dólar podem atuar como proteção em períodos de instabilidade doméstica, funcionando como uma “blindagem” contra riscos locais.
O poder dos juros compostos em 20 anos
O caso também ilustra o impacto dos juros compostos: deixar o investimento trabalhar por duas décadas gera um efeito exponencial. Ao invés de buscar ganhos rápidos, a disciplina de manter o capital investido e reinvestir dividendos pode transformar aportes relativamente modestos em patrimônios expressivos no longo prazo.
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