Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data Publicação: 01/10/2025
No mês de setembro, o Ibovespa arrancou com uma alta de 3,40 %, confirmando seu melhor desempenho para esse mês desde 2019 (quando subira 3,57 %). Essa valorização sucede um salto de 6,28 % em agosto, e faz com que o índice acumule até agora, em 2025, um avanço de 21,58 %. Durante o período, o Ibovespa renovou sua máxima intradiária em 147.578,39 pontos, embora tenha enfrentado dificuldades para manter-se acima dos 146 mil pontos no fechamento.
Entre as ações com desempenho expressivo, cinco papéis superaram a marca de +12 %. No topo dessa lista está a Eletrobras (ELET3 e ELET6), que subiu 16,71 % e 15,83 %, respectivamente. Essa valorização foi impulsionada não só pelo otimismo com os desdobramentos da privatização, mas também por fatos concretos: a linha de transmissão Manaus-Boa Vista entrou em operação no dia 16 de setembro, com investimento aproximado de R$ 3,3 bilhões. O banco Bradesco BBI reforçou a atuação da Eletrobras como favorita no setor, elevando seu preço-alvo para 2026. Também apareceram entre os maiores ganhos Magazine Luiza (MGLU3), com alta de 15,94 %, beneficiada por movimentos de short squeeze e pelas expectativas de queda nos juros externos, e Cogna (COGN3), que avançou 14,38 %. A BEEF3 também integrou essa turma, com valorização de 12,13 %.
Do outro lado, seis ações caíram mais de 10 % no mês — e três registraram perdas superiores a 17 %. Braskem (BRKM5) despencou 27,80 %, após anunciar a contratação de consultores financeiros e jurídicos para revisar sua estrutura de capital e depois sofrer um rebaixamento de rating pela S&P de “B+” para “CCC-”. Raízen (RAIZ4) amargou queda de 17,86 % com o anúncio do fim da joint venture com a Femsa para operar lojas de conveniência, iniciativa iniciada em 2019. A reestruturação, embora alinhada ao foco no core business da empresa, foi vista com cautela pelo mercado. Também sofreram grandes quedas Vamos (VAMO3), HAPV3, AZZA3, BRAV3 e outras, ainda que algumas com recuos menores do que 10 %.
Esse contraste entre altas e baixas mostra como o momento é seletivo: papéis ligados a tendências positivas — como queda de juros ou reestruturações positivas — foram reconhecidos, enquanto empresas com sinais de fragilidade ou em processos de ajuste sofreram forte penalização. Nos próximos meses, os resultados trimestrais, anúncios de reestruturações ou novos projetos poderão redesenhar a trajetória dessas ações no cenário da bolsa.
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