Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 07/10/2025

Apoio no Senado e expectativa de tramitação célere
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que percebe “grande simpatia” por parte do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em relação ao projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR). Segundo Haddad, ainda que não tenha conversado diretamente com Alcolumbre sobre o tema, ele considera que o texto aprovado pela Câmara tem caminhos abertos para aprovação também no Senado. Ele ressalta que uma proposta parecida já tramita na Comissão de Assuntos Econômicos, o que reforça as chances de consenso entre os senadores.
Unanimidade na Câmara e ambiente favorável
Na Câmara dos Deputados, o projeto sobre a isenção do IR foi aprovado por unanimidade, com 493 votos a favor e nenhuma oposição. Todos os partidos deram apoio ao relatório proposto pelo deputado Arthur Lira, inclusive partidos que originalmente questionavam a compensação financeira da medida. Esse resultado expressivo é usado como argumento por Haddad para sustentar que o Senado tende a seguir o mesmo caminho e confirmar o texto sem grandes modificações.
Prazo de sanção e justificativa fiscal
Haddad reforçou que o presidente Lula sancionará a nova lei ainda no mês de outubro. Ele justificou a urgência pelo caráter de “justiça fiscal”: segundo o ministro, muitos contribuintes que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7 mil por mês estão pagando imposto de renda, enquanto pessoas com renda muito mais elevada estariam pagando proporcionalmente menos. Para ele, a medida é “fiscalmente neutra”: “O imposto está saindo de um lugar e indo para outro. São várias ações no sentido de buscar alguma igualdade de oportunidades no Brasil”.
Conclusão: expectativa de avanço e desafios pela frente
Com a aprovação quase unânime na Câmara e o apoio visível no Senado, o governo embarca agora na reta final para aprovar a proposta de isenção ampliada do IR. A expectativa de sanção ainda em outubro sinaliza confiança na articulação política, mas o desafio será manter a coerência fiscal e encontrar os meios técnicos de compensação que evitem impactos negativos nas contas públicas.
Fontes: InfoMoney –
