Rayssa Leal é a 12ª atleta mais comercializável do mundo e ultrapassa Vinícius Júnior

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 25/10/2025

Introdução

A skatista brasileira Rayssa Leal alcançou mais um feito histórico — desta vez fora das pistas. A “Fadinha” foi eleita a 12ª atleta mais comercializável do mundo, superando o jogador Vinícius Júnior no ranking global divulgado pela SportsPro Media. O resultado consolida Rayssa como um dos maiores fenômenos do marketing esportivo internacional e destaca o crescimento do esporte feminino e da economia da influência entre as novas gerações. Para o investidor e o mercado publicitário, o avanço da atleta representa um marco na transformação do valor da marca no esporte brasileiro.


Desenvolvimento

O ranking da SportsPro Media avalia mais de 500 atletas de diferentes modalidades com base em critérios como engajamento digital, apelo comercial, visibilidade midiática, percepção de autenticidade e retorno sobre investimento em parcerias. Rayssa subiu posições expressivas e conquistou o 12º lugar global, ficando à frente de nomes como Vinícius Júnior e outros grandes astros do futebol mundial.

Aos 17 anos, Rayssa já acumula feitos que a colocam entre as figuras mais influentes do esporte. Desde a medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, e o bronze em Paris-2024, a atleta vem consolidando uma trajetória marcada por consistência, carisma e forte presença nas redes sociais — com milhões de seguidores e engajamento acima da média global. Marcas como Nike, Red Bull, Samsung e outras gigantes já têm contratos de longo prazo com a skatista, que se tornou referência em campanhas voltadas ao público jovem e feminino.

Especialistas apontam que o sucesso de Rayssa vai além do desempenho esportivo. Sua imagem de leveza, simpatia e autenticidade cria uma conexão real com o público e transmite valores positivos que são cada vez mais valorizados por marcas globais. A ascensão da “Fadinha” mostra que o marketing esportivo está se diversificando, deixando de depender apenas de atletas de esportes tradicionais como o futebol, e abrindo espaço para ídolos da cultura urbana e das redes sociais.

Vinícius Júnior, por sua vez, segue entre os principais nomes do ranking, mas a ultrapassagem por Rayssa representa um sinal claro de mudança geracional: o público global e as marcas estão cada vez mais interessados em atletas que combinam performance esportiva com influência cultural e digital.


Análise do Bolso do Investidor

Para o investidor e o mercado de marketing, a ascensão de Rayssa Leal é um case exemplar de valorização de marca pessoal. Em um cenário em que atletas se tornam verdadeiras plataformas de conteúdo e engajamento, Rayssa mostra que imagem, narrativa e posicionamento digital podem gerar retornos comparáveis — e às vezes superiores — aos de desempenho esportivo puro.

A crescente demanda de marcas por embaixadores autênticos, capazes de dialogar com novas gerações, reforça a importância estratégica de atletas como Rayssa para o ecossistema de mídia e patrocínios. Empresas que atuam em segmentos como esportes, moda, tecnologia e lifestyle encontram nesses perfis um público fiel e em expansão. Do ponto de vista macro, o sucesso da skatista também projeta o Brasil como polo exportador de talentos comerciais, abrindo espaço para novos contratos internacionais e diversificação de investimentos em esporte e entretenimento.

Para investidores atentos ao mercado de influência e licenciamento, o caso Rayssa mostra que a “marca-atleta” tornou-se um ativo mensurável — com potencial de valorização, risco reputacional e impacto direto sobre resultados financeiros de empresas parceiras.


Fechamento

A entrada de Rayssa Leal entre as 15 atletas mais comercializáveis do mundo — superando Vinícius Júnior — simboliza a força da nova geração do esporte brasileiro. Seu sucesso mistura talento, disciplina e carisma, mas também uma estratégia de comunicação e posicionamento global que a transformou em ícone de influência positiva. Para o mercado, Rayssa é hoje um exemplo de como o esporte moderno une performance, propósito e marca — e como o capital simbólico pode se converter em valor real para investidores e patrocinadores.


Fontes: InfoMoney, SportsPro Media, Forbes, BBC Sport