Jeff Bezos ganha US$ 20 bilhões em um dia com alta das ações da Amazon

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 31/10/2025


Introdução

O lucro robusto da Amazon no terceiro trimestre fez as ações da companhia dispararem e adicionou US$ 22 bilhões ao patrimônio de Jeff Bezos e sua ex-esposa, MacKenzie Scott, apenas na manhã desta sexta-feira (31). O movimento reflete o otimismo dos investidores após resultados acima das estimativas, principalmente no segmento de computação em nuvem (AWS), impulsionado pelo avanço da inteligência artificial.
Enquanto Bezos consolidou-se entre os homens mais ricos do planeta, Mark Zuckerberg viu sua fortuna encolher em mais de US$ 4 bilhões, após a Meta registrar queda expressiva em suas ações — um retrato fiel da oscilação entre as grandes empresas de tecnologia na atual temporada de balanços.


Desenvolvimento

Entre a tarde de quinta e o início desta sexta-feira, o fundador da Amazon teve um ganho patrimonial de US$ 20,8 bilhões, alcançando US$ 255,9 bilhões em valor total, segundo o ranking em tempo real da Forbes.
Bezos é agora o terceiro homem mais rico do mundo, atrás apenas de Elon Musk, da Tesla e SpaceX, com fortuna estimada em US$ 494,5 bilhões, e de Larry Ellison, CEO da Oracle, com US$ 315,9 bilhões.

Sua ex-esposa, MacKenzie Scott, também se beneficiou diretamente do salto nas ações da empresa. Mesmo após ter reduzido em 42% sua participação na Amazon nos últimos doze meses, ela viu seu patrimônio subir US$ 2,6 bilhões apenas nesta manhã, totalizando US$ 36 bilhões, de acordo com os dados divulgados pela Forbes.

O principal motor desse avanço foi o desempenho acima das expectativas da Amazon Web Services (AWS) — braço de computação em nuvem que firmou novos contratos estratégicos com empresas de inteligência artificial, incluindo a Anthropic.
Com isso, as ações da Amazon acumulam alta superior a 30% desde abril, revertendo as perdas do início do ano e reafirmando a confiança do mercado no modelo híbrido de varejo e tecnologia da companhia.

Enquanto isso, o cenário foi inverso para a Meta Platforms, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp. As ações da empresa despencaram 11%, a maior queda desde 2022, após o anúncio de uma emissão bilionária de títulos para financiar novos investimentos em infraestrutura e IA.
A decisão foi mal recebida pelos investidores, que enxergaram o movimento como sinal de maior endividamento e compressão de margens.

O impacto foi direto sobre o patrimônio de Mark Zuckerberg, que perdeu US$ 4,2 bilhões em valor líquido, reduzindo sua fortuna para US$ 224,3 bilhões e o colocando na quinta posição global no ranking da Forbes.
Apesar disso, a Meta ainda reportou receita de US$ 51,2 bilhões no trimestre — 3,2% acima das projeções — sustentada pelo crescimento da publicidade e da integração de produtos de IA nas plataformas sociais.

Fechando o “pódio” das big techs, Larry Page, cofundador da Alphabet (Google), manteve-se na quarta posição, com US$ 231,3 bilhões, após a empresa reportar resultados sólidos e crescimento de 2,5% nas ações, impulsionados pela forte demanda em serviços de nuvem e inteligência artificial.


Análise do Bolso do Investidor

O desempenho explosivo da Amazon reforça o peso da inteligência artificial e da nuvem como motores de crescimento das big techs Empresas que conseguem converter esses avanços em ganhos de produtividade e receita recorrente, como AWS e Alphabet Cloud, continuam atraindo investidores, enquanto aquelas que demandam grandes aportes — como a Meta — enfrentam maior ceticismo de curto prazo.

Para o investidor, o recado é claro: o mercado está premiando eficiência operacional e execução em IA, não apenas promessas de longo prazo.
A tendência é que o setor de tecnologia se mantenha volátil, com diferenças marcantes de desempenho entre empresas mais maduras em monetização e aquelas ainda em fase de investimento pesado.

No caso da Amazon, a combinação de crescimento sólido, diversificação de receita e disciplina financeira reforça sua posição de destaque entre as big techs, e explica o salto patrimonial de Bezos e Scott.
Já o episódio da Meta serve de alerta: nem sempre bons resultados de lucro se traduzem em valorização imediata, especialmente quando há sinais de maior gasto à frente.


Fechamento

A temporada de balanços das gigantes de tecnologia reafirma a disparidade entre vencedores e desafiados na corrida da IA.
Enquanto a Amazon e o Google colhem frutos de sua integração estratégica com o setor, a Meta e outras concorrentes enfrentam resistência do mercado diante de investimentos bilionários e retorno ainda incerto.

Para o investidor, o recado é de cautela seletiva: entender onde a tecnologia gera valor real — e onde ainda é aposta — será o diferencial entre ganho e frustração nos próximos trimestres.


Fontes: Forbes; Reuters; Bloomberg; The Verge; Agência O Globo.