Lula volta a indicar que deve concorrer à reeleição: “Se depender de mim, ninguém da extrema direita governa este país”

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 7 de novembro de 2025

Presidente indica disposição para novo mandato
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a indicar que pretende disputar a reeleição em 2026, caso sua condição física permita. Em entrevista concedida nesta terça-feira (4) a agências internacionais, durante passagem por Belém (PA) — cidade que sediou a COP30 —, o chefe do Executivo afirmou que sua decisão dependerá exclusivamente da saúde.

“Se depender de mim, ninguém de extrema direita, negacionista, vai governar este país”, declarou. A fala reforça a disposição política de Lula em liderar novamente a disputa presidencial, mantendo a defesa do projeto democrático como centro de seu discurso.

Democracia e polarização política
Durante a entrevista, Lula enfatizou que seu “esforço é para que a democracia vença” e destacou a importância de diferenciar o regime democrático de tendências autoritárias. O presidente tem adotado, nos últimos meses, uma postura de enfrentamento à extrema direita, tema recorrente em seus pronunciamentos públicos. “Temos que fazer o povo compreender a diferença entre democracia e o autoritarismo”, disse. A fala ecoa declarações anteriores de Lula sobre o papel do Brasil no fortalecimento institucional e na preservação de valores democráticos, especialmente após os episódios de instabilidade política recentes.

Relação com Trump e tom conciliador
O presidente também comentou o encontro recente com o norte-americano Donald Trump, que afirmou ter havido “química” entre os dois líderes. Lula respondeu com leveza: “Aquela história que o Trump brincou de química — a vida inteira eu digo que a minha relação com o ser humano é química. Comigo é assim: eu gosto das pessoas por olhar as pessoas.” Ao concluir, o presidente destacou não ver motivos para atritos pessoais com o republicano. “Não vejo por que não me dar bem com o Trump. Eu disse pra ele: a relação de dois chefes de Estado não é ideológica.”

Visão Bolso do Investidor
A nova sinalização de Lula sobre a possibilidade de disputar a reeleição reforça a perspectiva de continuidade política e econômica em meio a um cenário de transição global. Caso confirme a candidatura, o atual governo tende a manter as diretrizes de política fiscal e social que marcam sua gestão, buscando equilíbrio entre investimentos públicos, programas de renda e estabilidade de mercado. Para o investidor, a fala indica que não há expectativa de ruptura nas políticas centrais até 2026, mas reacende a atenção sobre o impacto eleitoral nas pautas econômicas — como a reforma tributária, metas fiscais e juros. O cenário político, mais uma vez, se torna um componente relevante para a leitura de risco e planejamento de longo prazo.

Fontes: InfoMoney; Estadão; Bloomberg; Reuters; O Globo.