Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 11 de novembro de 2025

Demanda das Filipinas impulsiona embarques e compensa retração das compras chinesas
As exportações brasileiras de carne suína atingiram 144 mil toneladas em outubro, o segundo maior volume mensal da história do setor, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado representa um aumento de 10,1% em relação ao mesmo período do ano passado, ficando atrás apenas do recorde histórico registrado em setembro, quando os embarques superaram 150 mil toneladas.
O crescimento foi impulsionado principalmente pela forte demanda das Filipinas, que compensou a queda nas compras da China, tradicional principal destino do produto brasileiro. O país asiático importou 46,3 mil toneladas no mês, alta de 21% sobre outubro de 2024. Na sequência vieram Japão (10,7 mil toneladas, +5,9%), México (10,05 mil, +27,1%), China (10,03 mil, -47,6%), Hong Kong (8,4 mil, -1,3%) e Chile (7,8 mil, -17,8%), segundo a ABPA.
O presidente da entidade, Ricardo Santin, afirmou que o desempenho reforça o avanço da carne suína brasileira em novos mercados. “Temos visto um forte incremento da capilaridade das exportações, com países como Japão e México ganhando mais representatividade entre os destinos”, declarou em nota. Considerando todos os produtos, in natura e processados, a receita somou US$ 343,6 milhões em outubro, alta de 9,7% sobre o mesmo mês de 2024 — também o segundo maior valor mensal da história. No acumulado de janeiro a outubro, o Brasil exportou 1,266 milhão de toneladas de carne suína, um crescimento de 12,9% em volume e de 22,7% em receita, totalizando US$ 3,046 bilhões.
Visão Bolso do Investidor
O resultado consolida o forte desempenho das exportações de proteína animal em 2025 e reforça o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais de carne suína. A diversificação dos mercados compradores e a resiliência da demanda internacional têm sustentado o crescimento do setor, mesmo diante da desaceleração econômica da China. Para investidores, o cenário favorece empresas exportadoras de proteína animal, como BRF (BRFS3), JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3), que podem se beneficiar de margens mais robustas e câmbio favorável nas próximas divulgações de resultados.
Fontes: InfoMoney; ABPA; Estadão; Reuters; Bloomberg.
