Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 16 de novembro de 2025

Com quase 80 anos de história e mais de US$ 1,5 trilhão em ativos sob gestão, a Franklin Templeton consolidou-se como uma das maiores e mais tradicionais gestoras globais de recursos. Fundada nos Estados Unidos, a empresa atravessou diversas crises, ciclos de crédito e profundas transformações nos mercados internacionais — e atribui sua longevidade à capacidade de adaptação.
No Brasil, a gestora está presente desde o início dos anos 2000 e administra atualmente cerca de R$ 43 bilhões, combinando estratégias locais e internacionais em renda fixa, multimercados e ações. Em entrevista ao podcast Outliers, do InfoMoney, o head da Franklin Templeton no país, Marc Forster, reforçou que o futuro dos gestores dependerá diretamente de sua habilidade de se manterem relevantes em ciclos de mercado cada vez mais dinâmicos.
Segundo Forster, a sobrevivência de uma gestora ao longo de décadas depende de oferecer produtos que continuem fazendo sentido conforme o mercado muda. Ele explicou que essa flexibilidade se traduz em um modelo que combina crescimento orgânico com aquisições estratégicas — um movimento que tem marcado a trajetória global da Franklin Templeton.
Nos últimos anos, a companhia expandiu seu portfólio global de gestores especializados, conhecidos como Specialized Investment Managers (SIMs), com importantes aquisições no mercado de crédito, como BSP (2019), Alcentra (2022) e Pera (2024). A meta, segundo ele, é manter uma oferta diversificada de estratégias, desde ativos líquidos — como money market — até fundos de private equity e crédito estruturado.
Hoje, a Franklin Templeton está presente em 34 países, atuando em praticamente todas as classes de ativos e atendendo investidores individuais e institucionais ao redor do mundo.
No Brasil, além da gestão local, o grupo conta com uma área dedicada à construção de portfólios customizados, voltada para investidores que desejam manter seus recursos no país, mas com acesso a estratégias internacionais.
Visão Bolso do Investidor
A mensagem de Marc Forster ressalta uma tendência central para o futuro da indústria de gestão: a necessidade de adaptação constante diante de mercados mais rápidos, voláteis e globalizados. Para investidores, isso reforça a importância de avaliar gestoras não apenas pelos resultados de curto prazo, mas por sua capacidade de inovar, diversificar estratégias e responder a ciclos econômicos distintos.
No cenário brasileiro, o fortalecimento de modelos híbridos — combinando gestão local com exposição internacional — tende a ganhar espaço, especialmente entre investidores que buscam diversificação e proteção diante de mudanças macroeconômicas. O caso da Franklin Templeton evidencia que relevância, no longo prazo, depende da habilidade de antecipar movimentos do mercado e manter portfólios alinhados às transformações globais.
Fontes:
- InfoMoney
