Operação da FAB para trazer ex-primeira-dama do Peru custou R$ 345 mil ao governo Lula

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 17 de novembro de 2025

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva gastou R$ 345 mil na operação que trouxe a ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, ao Brasil para concessão de asilo diplomático. Condenada pela Justiça peruana a 15 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, Heredia chegou a Brasília em abril deste ano após ser transportada por uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo informações obtidas pelo deputado Marcelo Van Hattem (Novo-RS) por meio de um requerimento ao Ministério da Defesa, o translado envolveu R$ 318 mil em custos logísticos — como combustível, manutenção e horas de voo — além de R$ 19 mil em taxas aeroportuárias e R$ 7,5 mil em diárias da tripulação. O voo foi realizado por um jato E-135 Shuttle (VC-99C), que saiu de Brasília rumo a Lima com escala em Curitiba.

A FAB informou que o envio da aeronave foi solicitado diretamente pelo presidente Lula, através de um ofício emitido em 15 de abril pelo Ministério das Relações Exteriores. Não houve estimativa prévia dos custos da missão antes do deslocamento. A concessão do asilo ocorreu após Nadine Heredia buscar refúgio na Embaixada do Brasil em Lima, acompanhada do filho, logo após a sentença que condenou ela e o marido, o ex-presidente peruano Ollanta Humala. Diferentemente da esposa, Humala foi preso ao comparecer à audiência judicial. Heredia, porém, faltou à sessão e dirigiu-se imediatamente à representação diplomática brasileira.

Com a autorização de asilo concedida em coordenação com o governo peruano, ela recebeu salvo-conduto para deixar o país e embarcou rumo a Brasília. As investigações contra o casal envolvem acusações de recebimento ilícito de recursos da construtora Odebrecht (atual Novonor) em contratos de grandes obras públicas, além de valores supostamente enviados pela ditadura chavista da Venezuela para campanhas eleitorais no Peru.

Visão Bolso do Investidor

Operações envolvendo diplomacia, segurança e deslocamentos internacionais costumam gerar custos altos, especialmente quando executadas com aeronaves militares. A divulgação desses valores segue a tendência de maior cobrança por transparência no uso de recursos públicos. Embora este seja um caso específico, episódios como esse reforçam a importância do controle fiscal e da avaliação criteriosa de gastos governamentais, mesmo em ações de natureza diplomática ou humanitária.

Fontes: Estadão; Ministério da Defesa; Força Aérea Brasileira (FAB)