Alckmin diz estar “confiante” em derrubar tarifas extras dos EUA

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 17 de novembro de 2025

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, voltou a demonstrar otimismo quanto às negociações com os Estados Unidos para reduzir ou eliminar a tarifa adicional de 40% aplicada a parte das exportações brasileiras. Em coletiva realizada nesta segunda-feira (17), em Belém (PA), Alckmin afirmou estar “confiante” na correção das “distorções” comerciais entre os dois países, ressaltando que os EUA mantêm superávit na relação bilateral.

O governo americano anunciou recentemente reduções tarifárias para itens como carne bovina de alta qualidade, café, castanhas, caju, coco, laranja, tomate, banana e outras frutas. Apesar do alívio parcial, Washington confirmou ao Brasil que a tarifa extra de 40% sobre uma parcela significativa da pauta exportadora seguirá em vigor, informação que já vinha sendo antecipada pelo Broadcast Agro, sistema de notícias do Grupo Estado.

Alckmin reafirmou que o governo brasileiro continuará pressionando por avanços: “Estamos trabalhando para reduzir mais as tarifas dos EUA”, disse. Durante a coletiva, o vice-presidente também comentou o andamento da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). Segundo ele, 118 países já apresentaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), com atualizações diárias após um atraso inicial nas submissões. Alckmin classificou a conferência em Belém como “um sucesso”, destacando a participação ativa das delegações e o foco em compromissos ambientais antes de 2030.

Visão Bolso do Investidor

As negociações com os EUA têm impacto direto sobre a competitividade das exportações brasileiras e podem influenciar preços, margens e perspectivas de empresas do agronegócio e indústria. A manutenção da tarifa de 40% limita parte do potencial de ganho, mas o movimento recente de reduções seletivas indica abertura gradual no diálogo comercial. Para investidores, avanços nas negociações representam possível alívio para setores exportadores, enquanto o ambiente diplomático reforça a previsibilidade no médio prazo.

Fontes: Estadão; Broadcast Agro; Infomoney