Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 21 de novembro de 2025

A Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) comemorou nesta quinta-feira (20) a retirada da tarifa adicional de 40% aplicada pelos Estados Unidos sobre alguns subprodutos da laranja. A decisão, anunciada pelo presidente americano Donald Trump, representa um alívio relevante para o setor exportador brasileiro.
Com a mudança, voltam a ser isentos da tarifa extra itens como óleo essencial de laranja, subprodutos terpênicos e polpa de laranja. Esses produtos permanecem sujeitos apenas à tarifa de 10% imposta em abril deste ano. Já outros códigos tarifários — como 3301.90.20 e 3301.90.30, utilizados para d-limoneno e outras frações de óleos essenciais — continuam enfrentando a cobrança de 40%, segundo a CitrusBR.
A medida ocorre poucos dias após a retirada recíproca de tarifas de 10% sobre diversos produtos agrícolas. Na ocasião, todo o suco de laranja brasileiro — tanto o concentrado (FCOJ) quanto o não concentrado (NFC) — foi incluído entre os itens beneficiados, deixando de pagar a tarifa adicional imposta no início do ano como retaliação comercial. A isenção vale para embarques realizados a partir de 13 de novembro.
Apesar do avanço, a tarifa-base histórica de US$ 415 por tonelada de FCOJ permanece vigente, já que não está vinculada às recentes medidas emergenciais.
Visão Bolso do Investidor
A retirada da tarifa extra reforça a relevância do Brasil como fornecedor global de suco de laranja e seus derivados — um mercado sensível a variações climáticas, disputas comerciais e pressões regulatórias. Para investidores, o movimento tende a reduzir incertezas de curto prazo no setor, favorecendo empresas exportadoras que têm boa exposição ao mercado norte-americano.
Ainda assim, a manutenção da tarifa-base evidencia que o ambiente comercial segue desafiador. A previsibilidade de custos e margens continuará dependendo não apenas de decisões diplomáticas, mas também de fatores estruturais como oferta global, câmbio e competitividade logística.
Fontes:
- InfoMoney
