Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 26 de novembro de 2025

Com 2025 chegando ao fim, o cenário econômico voltou a ser marcado por juros internacionais em reversão, Selic novamente a 15% e questões fiscais que retornaram ao centro do debate. Em meio a esse ambiente, investidores encaram outro fator relevante: 2026 é ano eleitoral, e a combinação entre política fiscal, inflação e cenário político tende a aumentar as incertezas. Nesse contexto, surge a pergunta que dominará o início do próximo ano: até onde o Banco Central terá espaço para cortar a Selic?
Esse será o foco do painel de macroeconomia do evento Onde Investir 2026, especial online e gratuito promovido pelo InfoMoney em parceria com a XP entre os dias 8 e 12 de dezembro. No debate “BC começa a cortar juros, mas quando e quanto? O papel da inflação e do fiscal”, Caio Megale, economista-chefe da XP, e Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter, discutem o equilíbrio entre política fiscal e monetária e buscam oferecer respostas essenciais para quem está planejando seus investimentos para o próximo ano.
Os economistas irão analisar os sinais recentes emitidos pelo governo, o comportamento da inflação, a trajetória da dívida pública e o impacto das eleições sobre a condução da política econômica. Também discutirão como esses fatores podem tanto limitar quanto ampliar o espaço para cortes de juros ao longo de 2026. O painel promete confrontar diferentes visões sobre o peso real do quadro fiscal na dinâmica da Selic e apontar possíveis surpresas que o mercado pode enfrentar no próximo ano.
O debate faz parte da programação completa do Onde Investir 2026, que reúne, ao longo de uma semana, alguns dos principais nomes do mercado financeiro. A agenda inclui análises sobre juros no Brasil e no exterior, perspectivas para a Bolsa após sucessivos recordes, câmbio, investimentos globais em meio à valorização do ouro e discussões sobre agro, renda passiva, fundos imobiliários e educação financeira voltada à construção de patrimônio.
Visão Bolso do Investidor
O debate sobre o espaço para cortes da Selic em 2026 reflete o peso crescente das incertezas fiscais e do cenário eleitoral sobre as decisões de política monetária. Para os investidores, acompanhar a interação entre inflação, gastos públicos, trajetória da dívida e expectativas do mercado será fundamental. A política fiscal pode atuar tanto como âncora quanto como fonte de risco, influenciando diretamente o ritmo de flexibilização dos juros. Em um ano marcado por volatilidade potencial, planejamento e diversificação tornam-se ainda mais relevantes para mitigar impactos e aproveitar oportunidades.
Fontes:
- Infomoney
