Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 01 de dezembro de 2025

A Oi (OIBR3), que segue em processo de recuperação judicial, informou nesta sexta-feira (28) que teve liberado o montante de R$ 517,4 milhões que estava retido em uma conta escrow administrada pelo Bradesco (BBDC4) em benefício da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
De acordo com fato relevante publicado pela companhia, esses recursos são provenientes de um acordo firmado no Processo Administrativo nº 020.662/2023-8, em análise no Tribunal de Contas da União. O entendimento firmado entre Oi e Anatel previa a liberação de valores depositados em uma ação judicial relacionada ao Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST).
A decisão ocorre em meio ao momento mais conturbado da operadora nos últimos anos. No dia 14, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a decretação de falência da companhia após recursos apresentados por Bradesco e Itaú (ITUB4). A Corte determinou o retorno dos administradores judiciais anteriores e solicitou a apuração de responsabilidades da Pimco, atual acionista controladora do grupo.
A magistrada responsável destacou que a falência poderia gerar prejuízos significativos aos credores e ao interesse público, considerando a importância dos serviços prestados pela Oi, especialmente em telecomunicações e infraestrutura essencial. A decisão de primeira instância, proferida em 10 de novembro, havia determinado a falência sob o argumento de que o grupo estaria tecnicamente insolvente.
A liberação dos R$ 517,4 milhões representa um reforço de liquidez relevante em meio à complexa reestruturação financeira da empresa, que continua enfrentando desafios significativos para se manter operacional enquanto avança nas negociações com credores e reguladores.
Visão Bolso do Investidor
Para investidores que acompanham o caso Oi, a liberação desse montante traz algum alívio momentâneo, mas não altera a natureza delicada da situação. A companhia ainda opera sob forte estresse financeiro e regulatório, e qualquer recuperação depende de avanços estruturais, renegociação de dívidas e estabilidade jurídica. O episódio mostra como decisões judiciais continuam sendo fatores determinantes na trajetória da empresa.
Fontes:
- Infomoney
