Lula diz que isenção do IR deve injetar R$ 28 bilhões na economia já em 2026

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 2 de dezembro de 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo que os cálculos da Receita Federal projetam uma injeção de R$ 28 bilhões na economia brasileira a partir da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, Lula destacou que o dinheiro extra representa aumento imediato de poder de compra e deve fortalecer comércio, serviços e indústria, estimulando a geração de empregos ao longo de 2026.

Segundo o presidente, o alívio financeiro proporcionado pela nova faixa de isenção funciona como “um impulso extraordinário” para o consumo das famílias e para a atividade econômica. Ele afirmou que o benefício não será compensado com cortes em áreas essenciais, mas por meio da taxação de contribuintes com renda superior a um milhão de reais por ano, reforçando o discurso de que a medida corrige distorções históricas na estrutura tributária brasileira.

A lei foi sancionada no dia 26 de novembro, após aprovação unânime na Câmara e no Senado. O presidente classificou a mudança como um marco simbólico, afirmando que “mais de cem anos após o início do Imposto de Renda, privilégios de uma pequena elite deram lugar a conquistas para a maioria do povo brasileiro”. A nova regra começa a valer em janeiro de 2026.

Lula também utilizou o pronunciamento para defender resultados alcançados ao longo dos três anos de mandato. Afirmou que o Brasil voltou a figurar entre as dez maiores economias do mundo e destacou a valorização do salário mínimo acima da inflação. Apesar dos indicadores positivos, reconheceu que o país continua sendo um dos mais desiguais do planeta, e reforçou que a mudança no IR é apenas o primeiro passo para uma agenda mais ampla de redução de desigualdades.

Visão Bolso do Investidor

A projeção de R$ 28 bilhões circulando na economia reforça um movimento importante no curto prazo: mais renda disponível tende a impulsionar consumo, atividade econômica e geração de empregos. Para o investidor, o cenário pode estimular setores ligados a varejo, serviços e consumo doméstico, mas também acender alertas sobre possíveis pressões inflacionárias e os impactos disso sobre juros futuros. Independentemente do ambiente macroeconômico, o princípio básico permanece: organização financeira sólida deve vir antes de qualquer decisão de investimento. Momentos de aumento de renda são oportunidades para ajustar orçamentos, fortalecer reserva de emergência e planejar aportes com mais estratégia e menos impulsividade.

Fontes: Infomoney