Lula sinaliza candidatura, mas diz que só bate o martelo em março de 2026

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 3 de dezembro de 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (2) que só anunciará em março de 2026 se disputará ou não a reeleição. Em entrevista à TV Record, Lula disse que a decisão depende de fatores políticos e pessoais, mas reforçou que, caso considere necessário para impedir o retorno do que chamou de “negacionistas”, colocará seu nome na corrida ao Planalto.

Segundo o presidente, a definição ainda exige consulta ao PT e aos aliados, além de uma avaliação de sua condição física. Lula completará 80 anos antes da campanha eleitoral e disse que só entrará na disputa se estiver “100%”. Apesar da cautela sobre o anúncio, deixou claro que a tendência é concorrer novamente. Ele afirmou que, se decidir ser candidato, será para vencer, e acrescentou que deseja uma eleição com “muita gente boa para disputar”.

O presidente voltou a criticar adversários políticos ao dizer que, se depender dele, “as tranqueiras que governaram o país não vão voltar”. Em sua fala, reforçou que poderá disputar a reeleição para impedir que setores alinhados ao bolsonarismo retornem ao comando do governo federal. Lula também defendeu que os eleitores escolham representantes comprometidos com políticas sociais e com a agenda econômica defendida pelo seu governo.

A entrevista ocorreu no mesmo dia da divulgação da nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, que mostrou Lula liderando todos os cenários de primeiro turno para 2026. Mesmo assim, o levantamento apontou desafios mais intensos em eventuais disputas de segundo turno, especialmente contra Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro, ambos tecnicamente empatados com o presidente. Além disso, o estudo mostra que a rejeição ao governo voltou a subir e alcançou 48,6%, interrompendo um período recente de recuperação da popularidade.

Com a aproximação de 2026, o cenário eleitoral começa a ganhar forma em meio a incertezas políticas, debates sobre responsabilidade fiscal e expectativas dos mercados. A decisão de Lula em março deverá definir o ritmo da corrida presidencial e orientar as estratégias de aliados e opositores.

Visão Bolso do Investidor

O cenário eleitoral de 2026 já começa a influenciar expectativas econômicas e de mercado. Decisões ligadas à reeleição do presidente afetam projeções de juros, câmbio e fluxo de investimentos, pois cada possível configuração de governo gera percepções distintas sobre política fiscal, estabilidade institucional e reformas futuras. Para o investidor, é importante acompanhar o processo sem se deixar levar por oscilações momentâneas e manter uma estratégia de longo prazo, diversificada e alinhada ao próprio perfil de risco.

Fontes: Infomoney