Cogna dispara 260% em 2025 e analistas projetam até onde a ação pode avançar

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 04 de dezembro de 2025

A Cogna (COGN3) protagoniza um dos movimentos mais fortes da Bolsa brasileira em 2025. Com alta acumulada próxima de duzentos e setenta por cento no ano, a companhia lidera o Ibovespa com larga vantagem e se destaca entre as small caps. O avanço expressivo é resultado do conjunto de fatores que incluem resultados trimestrais acima das expectativas, desempenho robusto da Kroton, crescimento de receita e lucro e a perspectiva de cortes de juros em 2026, cenário que beneficia empresas do setor de educação, especialmente aquelas com endividamento mais elevado.

No terceiro trimestre de 2025, a empresa reforçou essa virada operacional ao apresentar Ebitda seis por cento acima das projeções, lucro ajustado de setenta e três milhões de reais e receita com expansão de quinze por cento. A leitura do mercado tem sido alinhada, com casas como Bradesco BBI, Goldman Sachs e BTG Pactual revisando estimativas, destacando a boa captação no presencial e no EAD, o avanço da Vasta e as oportunidades no segmento B2G. Embora exista certa cautela natural após uma valorização tão acelerada, o consenso segue construtivo e aponta para um ciclo de resultados mais consistentes e de desalavancagem gradual.

No campo técnico, a movimentação também chama atenção. O papel acumula alta de duzentos e sessenta e cinco vírgula sessenta por cento no ano, rompendo níveis que não eram vistos desde 2021 e sustentando uma tendência firme. Indicadores como o IFR sinalizam possível acomodação no curto prazo, porém sem comprometer a estrutura de alta nos gráficos diário e semanal. Para investidores que desejam entender até onde os preços podem ir, os pontos de suporte e resistência ajudam a mapear o cenário.

Cogna (COGN3): análise técnica de curto prazo

A ação encerrou o último pregão em três reais e oitenta e oito centavos, com leve ganho de zero vírgula vinte e seis por cento. O papel permanece acima das médias móveis de curto prazo, ambas inclinadas para cima, o que confirma o domínio dos compradores. O IFR em sessenta e três vírgula quinze aparece em zona neutra, permitindo continuidade da tendência sem sinais de exaustão imediata.

O primeiro suporte para recuos naturais está em três reais e setenta centavos, considerado ponto ideal para pullbacks dentro da própria tendência. Logo abaixo, surgem suportes importantes em três reais e trinta e seis centavos, três reais e dezenove centavos e dois reais e oitenta e oito centavos. Em cenários de maior pressão vendedora, aparecem suportes finais em dois reais e setenta centavos e dois reais e quarenta e nove centavos, que completam a base estrutural do curto prazo.

No campo das resistências, a primeira barreira imediata é três reais e noventa e sete centavos. Acima desse patamar, os próximos objetivos técnicos são quatro reais e quinze centavos e quatro reais e trinta e seis centavos. Rompida essa zona, a Cogna enfrenta áreas mais densas e desafiadoras, em quatro reais e cinquenta e seis centavos, quatro reais e setenta e sete centavos e quatro reais e noventa e três centavos, níveis que devem testar o apetite comprador e definir a velocidade da tendência.

Análise técnica de médio prazo

No gráfico semanal, a Cogna mantém uma das estruturas mais fortes entre as small caps em 2025. A valorização expressiva é acompanhada de topos e fundos ascendentes, inclinação positiva das médias e negociação acima de regiões que por muito tempo atuaram como barreiras relevantes. O IFR em sessenta e sete vírgula dezessete indica força compradora, embora já se aproxime da região de sobrecompra.

Entre os suportes do médio prazo, os pontos sensíveis aparecem em três reais e quarenta e sete centavos, seguidos de três reais e vinte centavos e dois reais e oitenta e oito centavos, todos já testados anteriormente. Em uma visão mais estratégica, a faixa dos dois reais e quarenta e nove centavos e a média móvel de duzentos períodos, atualmente em dois reais e trinta e seis centavos, funcionam como suportes estruturais de grande relevância. A perda desses níveis abriria espaço para correções mais profundas em direção a um real e oitenta e três centavos, último suporte expressivo do semanal.

Nas resistências, a Cogna voltou a transitar por preços que não eram revisitados desde 2021. A barreira mais imediata é três reais e noventa e sete centavos, seguida pelo ponto crítico em quatro reais e vinte e oito centavos, cujo rompimento tende a calibrar o ritmo da tendência. Acima dessa região, as projeções apontam para quatro reais e setenta e sete centavos e cinco reais e trinta e um centavos, duas resistências históricas marcantes para o papel.

Suportes e resistências

Curto prazo
• Suportes: R$ 3,70; R$ 3,36; R$ 3,19
• Resistências: R$ 3,97; R$ 4,15; R$ 4,36

Médio prazo
• Suportes: R$ 3,47; R$ 3,20; R$ 2,88
• Resistências: R$ 4,28; R$ 4,77; R$ 5,31

Visão Bolso do Investidor

A escalada da Cogna em 2025 é um exemplo claro de como ciclos operacionais e expectativas macroeconômicas podem transformar a percepção de risco de uma empresa. A combinação de melhora consistente nos resultados, avanço comercial e perspectiva de juros mais baixos sustenta um movimento estrutural que vai além da especulação de curto prazo. Ainda assim, preços que sobem rápido exigem cautela do investidor, especialmente para quem toma decisões baseadas apenas na variação recente. Tendências fortes podem se alongar, mas correções também fazem parte do processo. A disciplina em avaliar fundamentos, cenário setorial e pontos técnicos ajuda a evitar decisões precipitadas.


Fontes:

  • Infomoney