Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 09 de dezembro de 2025

O Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou nesta segunda-feira uma nova ferramenta para reforçar a perseguição aos criminosos mais perigosos do país. A iniciativa faz parte do Programa Captura, apresentado pelo ministro Ricardo Lewandowski, e estabelece uma lista nacional com os principais foragidos, além de ampliar o intercâmbio de informações entre Estados e órgãos de segurança.
Segundo a pasta, cada unidade da federação indicou oito alvos prioritários. A seleção considerou critérios como gravidade dos crimes cometidos, eventual vínculo com organizações criminosas, existência de múltiplos mandados de prisão e atuação que extrapola limites regionais. A lista ficará disponível no portal oficial do governo e será atualizada duas vezes ao ano — ou a qualquer momento, em situações excepcionais.
O objetivo é criar um instrumento único que permita aos policiais de diferentes Estados identificar com rapidez indivíduos procurados e coordenar diligências com mais eficiência. A expectativa é que a padronização das informações e o compartilhamento nacional acelerem operações e ampliem a taxa de captura de foragidos.
A colaboração da população também será estimulada. O Ministério ressaltou que denúncias anônimas continuam podendo ser feitas pelos números 190 e 197, canais considerados fundamentais para localização de criminosos.
Expansão operacional no Rio de Janeiro
O Programa Captura inclui ainda a instalação de uma célula operacional no Estado do Rio de Janeiro. De acordo com o governo, regiões fluminenses são frequentemente usadas como esconderijo por criminosos originários de outros Estados, o que justifica a criação de uma estrutura dedicada a monitorar movimentos interestaduais e apoiar operações de campo.
Novo sistema nacional de inteligência contra o crime organizado
Além da lista de procurados, o Ministério da Justiça instituiu o Sistema Nacional de Inteligência para Enfrentamento ao Crime Organizado (Orcrim). O mecanismo funcionará como um repositório estratégico de informações voltado a identificar e mapear indivíduos e redes criminosas.
A plataforma permitirá interoperabilidade entre bancos de dados, integração de metodologias e padronização de critérios usados pelas forças de segurança. O acesso será restrito a órgãos como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias civis e militares, secretarias de segurança pública e administrações penitenciárias.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) será responsável pela governança, definindo normas técnicas, procedimentos de compartilhamento e diretrizes de operação. Segundo o governo, a consolidação dessa base nacional deve aumentar a precisão das investigações e fortalecer o combate às organizações criminosas.
Visão Bolso do Investidor
Para o investidor, medidas desse tipo ajudam a consolidar um ambiente de maior segurança institucional e previsibilidade econômica. A coordenação nacional de inteligência tende a aprimorar o combate ao crime organizado, o que contribui para reduzir riscos operacionais em setores expostos à logística, infraestrutura, varejo e serviços. Ambientes mais seguros elevam a confiança, favorecem decisões de investimento e ajudam a melhorar a percepção internacional sobre o país.
Fontes:
- InfoMoney
- Estadão
