Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 16 de dezembro de 2025

Ser considerado rico nos Estados Unidos exige hoje um patrimônio médio de US$ 2,3 milhões, segundo uma pesquisa recente da Charles Schwab. O valor representa um aumento de 21% em relação a 2021, refletindo o impacto da inflação e do aumento do custo de vida sobre a percepção de riqueza dos americanos. O levantamento ouviu 2.200 adultos entre 21 e 75 anos, de diferentes gerações, e mostrou que o conceito de riqueza vai além do dinheiro. Para muitos, envolve segurança financeira, bem-estar, qualidade de vida e controle do próprio tempo.
Além disso, os entrevistados apontaram que o valor necessário para se sentir financeiramente confortável é, em média, de US$ 839 mil, bem abaixo do patamar considerado como “riqueza”. A pesquisa também revelou que 63% dos americanos acreditam que hoje é mais difícil ser rico do que no ano passado, citando inflação persistente, desaceleração econômica e aumento de impostos como os principais fatores.
Especialistas destacam que, embora existam muitos milionários nos EUA, grande parte desse patrimônio está concentrada em ativos pouco líquidos, como imóveis. Isso reduz a sensação real de riqueza no dia a dia, já que o dinheiro disponível para investimentos e consumo costuma ser menor.
Diferença entre gerações
A percepção de riqueza varia conforme a idade. A geração Z estabelece um patamar mais baixo, considerando que cerca de US$ 1,7 milhão já caracteriza riqueza. Já os millennials e a geração X apontam cerca de US$ 2,1 milhões, enquanto os baby boomers elevam esse número para US$ 2,8 milhões. Segundo especialistas, gerações mais jovens tendem a associar riqueza a liberdade financeira, tempo disponível e experiências, enquanto gerações mais antigas focam em patrimônio, aposentadoria e segurança de longo prazo. Apesar dessas diferenças, o consenso é que riqueza não significa luxo constante, mas sim redução da ansiedade financeira, previsibilidade e autonomia sobre decisões de vida.
Visão Bolso do Investidor
A pesquisa reforça uma lição fundamental para o investidor: riqueza não é apenas acumular dinheiro, mas construir segurança financeira ao longo do tempo. Ter patrimônio elevado sem liquidez ou planejamento pode não garantir tranquilidade. Mais do que buscar um número mágico, o foco deve estar em organização financeira, investimentos consistentes, diversificação e controle de gastos, permitindo que o dinheiro trabalhe a favor da liberdade e da qualidade de vida. No fim das contas, ser rico é ter escolhas, e isso começa muito antes de alcançar milhões.
Fontes: Infomoney
