Lula encerra terceiro ano com 43% de avaliação negativa, aponta PoderData

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 17 de dezembro de 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conclui o terceiro ano de seu atual mandato com um índice elevado de reprovação. Pesquisa do PoderData, realizada entre os dias 13 e 15 de dezembro, mostra que 43% dos brasileiros avaliam o governo como “ruim” ou “péssimo”, um patamar historicamente desfavorável quando comparado a outros presidentes no mesmo estágio do mandato.

De acordo com o levantamento, apenas dois chefes do Executivo apresentaram desempenho pior ao final do terceiro ano: Jair Bolsonaro e José Sarney. No caso de Bolsonaro, em dezembro de 2021, 57% dos entrevistados classificavam seu governo como ruim ou péssimo, cerca de dez meses antes da eleição presidencial de 2022, na qual acabou derrotado por margem apertada. Já Sarney atingiu 65% de avaliação negativa em março de 1988, em um contexto marcado por hiperinflação e por um governo de transição que não previa tentativa de reeleição.

A comparação histórica evidencia um cenário menos confortável para Lula em relação a outros ex-presidentes. Fernando Henrique Cardoso, tanto em seu primeiro quanto em seu segundo mandato, apresentava índices de reprovação menores ao completar três anos no cargo. Dilma Rousseff também registrava avaliação negativa inferior nesse mesmo ponto do governo. O próprio Lula, em seus dois mandatos anteriores, mantinha uma percepção pública mais favorável ao final do terceiro ano, o que reforça a mudança no humor do eleitorado em relação à atual gestão.

O levantamento foi elaborado pelo Poder360 com base em pesquisas do PoderData e do Datafolha, utilizando dados históricos disponíveis em acervos jornalísticos e no Agregador de Pesquisas do portal.

Visão Bolso do Investidor

 Do ponto de vista econômico e de mercado, índices elevados de reprovação tendem a aumentar a incerteza política, especialmente em um cenário pré-eleitoral. Para investidores, esse tipo de ambiente costuma elevar a volatilidade dos ativos domésticos, afetando expectativas fiscais, projeções de crescimento e o comportamento do câmbio e da Bolsa. Ainda que pesquisas de opinião não determinem políticas econômicas, elas influenciam o debate público e o grau de previsibilidade das decisões do governo, fator relevante para a formação de preços no mercado financeiro.

Fontes: Infomoney