Gustavo Feliciano assume o Ministério do Turismo após saída de Celso Sabino

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 23 de dezembro de 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, na sexta-feira (19), a nomeação de Gustavo Feliciano como novo ministro do Turismo. Ele assume o cargo nesta terça-feira (23), em cerimônia de posse marcada para Brasília, substituindo o deputado federal Celso Sabino.

A mudança no comando da pasta ocorre após a saída de Sabino, que havia sido indicado ao ministério dentro de um acordo político com o União Brasil. O partido solicitou o afastamento do então ministro, que acabou sendo expulso da legenda após resistir em deixar o cargo.

Contexto político da nomeação

A escolha de Gustavo Feliciano tem forte peso político. Ele é aliado próximo e amigo pessoal do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e sua indicação é vista como um gesto de aproximação do governo federal tanto com o União Brasil quanto com a liderança da Câmara. A relação entre Lula e Motta vinha sendo marcada por divergências durante a tramitação de projetos considerados prioritários pelo Executivo.

Após a confirmação da nomeação, Hugo Motta manifestou publicamente satisfação com a decisão, afirmando sentir-se “contemplado” e demonstrando confiança na capacidade de Feliciano para conduzir a pasta do Turismo.

Trajetória e experiência

Gustavo Feliciano é filho do deputado federal Damião Feliciano (União-PB) e da vice-governadora da Paraíba, Lígia Feliciano. Ele já possui experiência na área de turismo e desenvolvimento regional. Em 2018, atuou como secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba, durante o governo de João Azevêdo, quando esteve envolvido em políticas voltadas à promoção turística e à atração de investimentos para o estado.

Ao aceitar o convite do presidente para assumir o ministério, Feliciano reafirmou seu compromisso com o governo federal e com os desafios da nova função. Em declaração, destacou que pretende dedicar esforços intensos para fortalecer o turismo nacional, reconhecendo a importância econômica do setor e a complexidade do cenário a ser enfrentado.

Desafios à frente da pasta

O novo ministro assume o Turismo em um momento de articulações políticas relevantes e de expectativas quanto ao papel do setor na geração de empregos, no estímulo à economia regional e na atração de visitantes nacionais e internacionais. A pasta é considerada estratégica dentro do governo, tanto do ponto de vista econômico quanto político.

Visão Bolso do Investidor

A mudança no comando do Ministério do Turismo reforça como decisões políticas influenciam setores econômicos relevantes. O turismo tem impacto direto na geração de renda, no emprego e no desenvolvimento regional, além de afetar cadeias como transporte, serviços e comércio. Para investidores e consumidores, acompanhar a estabilidade política e a continuidade de políticas públicas é essencial para entender riscos, oportunidades e perspectivas de crescimento ligadas à atividade econômica.

Fontes: InfoMoney