Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 24 de dezembro de 2025

O ouro é um dos ativos mais tradicionais do mercado financeiro e, historicamente, costuma ganhar destaque em momentos de instabilidade econômica, inflação elevada ou aumento de riscos geopolíticos. Nos últimos meses, o metal voltou ao centro das atenções com a valorização das cotações internacionais, renovando recordes e reacendendo o interesse de investidores que buscam proteção e diversificação.
Diferentemente de ativos produtivos, como ações, o ouro não gera renda ou dividendos. Seu valor está associado à escassez, à confiança global e à função de reserva de valor, o que explica sua relevância em cenários de incerteza monetária e financeira.
O momento atual do ouro
O cenário recente tem favorecido o ouro. A combinação de expectativas de juros mais baixos nas principais economias, especialmente nos Estados Unidos, dólar mais fraco e tensões geopolíticas elevadas tende a aumentar a atratividade do metal. Quando as taxas de juros recuam ou há incerteza sobre o crescimento econômico, o custo de oportunidade de manter o ouro diminui, o que costuma impulsionar a demanda.
Além disso, bancos centrais ao redor do mundo seguem ampliando reservas em ouro, reforçando a percepção do metal como instrumento de proteção sistêmica no longo prazo.
Principais formas de investir em ouro
No Brasil, existem diferentes canais para investir em ouro, cada um com características próprias em termos de liquidez, custos e exposição ao ativo.
Uma das alternativas mais acessíveis é o investimento em ouro financeiro negociado na B3, por meio de contratos padronizados ou fundos de investimento negociados em bolsa (ETFs). Esses instrumentos acompanham a variação do preço do ouro e permitem compra e venda com facilidade, sem a necessidade de armazenar o metal fisicamente.
Outra opção são os fundos de investimento em ouro, que aplicam recursos diretamente no metal ou em ativos relacionados à sua cotação. Esses fundos costumam ser utilizados por investidores que buscam exposição ao ouro dentro de uma carteira diversificada, delegando a gestão a profissionais.
Também é possível investir em ouro por meio de títulos públicos atrelados ao metal, como o Ouro via Tesouro Direto, que oferece uma forma regulada e transparente de exposição ao preço do ouro, sem a complexidade da custódia física.
Há ainda o investimento em ouro físico, como barras e moedas. Apesar de representar a forma mais tradicional, essa alternativa exige atenção especial com armazenamento, segurança, seguro e liquidez, além de custos adicionais que podem reduzir a eficiência do investimento.
Por fim, investidores também podem se expor ao ouro indiretamente por meio de ações de empresas do setor de mineração. Nesse caso, o desempenho não depende apenas do preço do metal, mas também de fatores operacionais, custos, gestão e condições específicas de cada companhia.
A importância do ouro em uma carteira de investimentos
O ouro costuma ser utilizado como instrumento de diversificação e proteção, especialmente em cenários de volatilidade. Em momentos de crise, o metal tende a preservar valor quando outros ativos sofrem quedas expressivas, ajudando a reduzir oscilações na carteira como um todo.
Além disso, o ouro pode atuar como proteção parcial contra a inflação e contra a perda de poder de compra das moedas ao longo do tempo. Por esse motivo, muitos investidores utilizam o ativo como complemento, e não como pilar principal, dentro de uma estratégia de longo prazo.
Riscos e cuidados
Apesar de sua reputação defensiva, o ouro não está livre de volatilidade. O preço pode sofrer oscilações relevantes no curto prazo, influenciado por decisões de política monetária, variações cambiais e mudanças no apetite por risco global. Por isso, a exposição ao metal deve ser avaliada dentro do contexto do perfil do investidor e de seus objetivos financeiros.
Visão Bolso do Investidor
Investir em ouro pode fazer sentido como parte de uma estratégia de diversificação e proteção patrimonial, especialmente em ambientes de incerteza econômica e financeira. Entender os diferentes canais disponíveis, os custos envolvidos e o papel do metal dentro da carteira é fundamental para equilibrar risco e retorno. O ouro não substitui outros investimentos, mas pode contribuir para uma alocação mais resiliente ao longo do tempo.
Fontes: InfoMoney
