China cobra dos EUA libertação imediata de Nicolás Maduro e de sua esposa

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 04 de janeiro de 2026

A China solicitou oficialmente aos Estados Unidos a libertação imediata do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, capturados no sábado, dia 3, durante uma operação militar conduzida pelo governo do presidente Donald Trump.

De acordo com a agência estatal chinesa Xinhua, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou neste domingo, 4, que o país manifesta “grande preocupação” com o uso da força por parte dos Estados Unidos para capturar Maduro e sua esposa e retirá-los do território venezuelano.

Segundo o porta-voz, a iniciativa norte-americana viola “claramente o direito internacional, as normas básicas das relações internacionais e os propósitos e princípios da Carta da ONU”, em referência à Organização das Nações Unidas.

Ainda conforme a declaração, a China exige que os Estados Unidos garantam a segurança pessoal de Nicolás Maduro e de Cilia Flores e que promovam a libertação imediata de ambos. O governo chinês também pediu que Washington interrompa ações para derrubar o governo da Venezuela e que as divergências sejam resolvidas por meio de diálogo e negociação. O porta-voz responsável pela declaração não teve o nome divulgado.

No Brasil, a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, informou que o Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião na segunda-feira, dia 5, para discutir a crise na Venezuela após o ataque promovido pelos Estados Unidos no fim de semana.

Visão Bolso do Investidor

A manifestação da China e a convocação do Conselho de Segurança da ONU reforçam a dimensão internacional da crise envolvendo Estados Unidos e Venezuela. O posicionamento de grandes potências em episódios de conflito tende a elevar a instabilidade geopolítica, o que pode se refletir em maior volatilidade nos mercados globais, especialmente em países emergentes. Para investidores, o acompanhamento das relações diplomáticas e multilaterais é essencial, pois decisões tomadas em fóruns internacionais podem influenciar sanções, fluxos comerciais, preços de commodities e o ambiente macroeconômico global.


Fontes:

  • InfoMoney
  • Estadão Conteúdo