Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 5 de janeiro de 2026

Após registrar um dos melhores desempenhos de sua história em 2025, o ouro inicia 2026 no centro do debate entre investidores. A combinação de juros globais mais baixos, dólar enfraquecido e forte demanda de bancos centrais sustentou a alta do metal, que voltou a ser visto como proteção em um cenário de maior instabilidade geopolítica e fiscal.
Em meio a guerras, tarifas comerciais e questionamentos sobre a solidez das instituições americanas, o ouro deixou de ser apenas um ativo defensivo tradicional e passou a funcionar, em muitos casos, como alternativa ao dólar. Esse movimento ficou evidente na estratégia de diversificação das reservas internacionais: apenas em 2025, as compras líquidas de ouro por bancos centrais somaram centenas de toneladas, reduzindo a dependência da moeda americana.
Outro fator relevante foi o início do ciclo de queda dos juros no mundo. Com taxas reais mais baixas, o custo de oportunidade de manter ouro, que não paga juros nem dividendos, diminui, tornando o metal mais competitivo como reserva de valor. A demanda por joias em países como China e Índia também ajudou a sustentar os preços, mas o principal vetor seguiu sendo o movimento global de proteção patrimonial.
O que esperar do ouro em 2026?
Para 2026, o cenário que favoreceu o ouro continua presente, mas o consenso do mercado aponta para um caminho mais volátil. Após uma valorização tão expressiva, o metal tende a passar por correções e oscilações mais frequentes, à medida que investidores realizam parte dos ganhos.
Projeções compiladas pelo mercado indicam que o ouro pode encerrar 2026 próximo dos níveis atuais, com espaço tanto para novas máximas quanto para ajustes mais relevantes caso haja redução das tensões geopolíticas ou maior estabilidade fiscal nos Estados Unidos. Grandes instituições financeiras mantêm uma visão construtiva no médio prazo, sustentada pela continuidade da demanda de bancos centrais e pela diversificação de portfólios globais.
Vale a pena para o investidor brasileiro?
Para o investidor brasileiro, o ouro segue sendo recomendado como instrumento de diversificação, e não como aposta concentrada. O metal costuma atuar como proteção em momentos de estresse e ajuda a reduzir a volatilidade da carteira quando outros ativos defensivos perdem eficiência.
Um ponto central é que, no Brasil, o retorno do ouro depende de dois fatores: a cotação internacional do metal em dólar e a variação do dólar frente ao real. Essa dupla influência faz com que o ouro funcione, historicamente, como amortecedor em cenários de instabilidade cambial.
Visão Bolso do Investidor
Em 2026, o ouro não deve ser visto como um ativo para “apostar no preço”, mas como uma peça estratégica de proteção e equilíbrio de portfólio. Após um ciclo excepcional, o metal tende a apresentar mais volatilidade, reforçando a importância de disciplina, tamanho adequado da posição e rebalanceamento periódico. Para quem busca preservar patrimônio e reduzir riscos em um ambiente incerto, o ouro segue cumprindo bem esse papel.
Fontes: InfoMoney
