Trump nega guerra com a Venezuela, descarta eleições e diz que EUA vão “consertar” o país

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 6 de janeiro de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país não está em guerra com a Venezuela, apesar da operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro. Em entrevista à NBC News, Trump disse que a ação não foi contra o povo venezuelano, mas contra o narcotráfico e estruturas que, segundo ele, ameaçam a segurança americana.

Ao comentar o futuro político da Venezuela, Trump descartou a realização de eleições no curto prazo. Segundo o presidente, o país não reúne condições mínimas para um processo eleitoral. “Primeiro precisamos consertar o país. Não dá para ter eleição. Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem”, afirmou, acrescentando que a reconstrução levará tempo.

Trump também declarou que os EUA podem subsidiar investimentos de empresas petrolíferas para recuperar a infraestrutura energética venezuelana, estimando que o processo poderia levar menos de 18 meses, ainda que com custos elevados. Segundo ele, os gastos seriam inicialmente bancados pelas companhias e posteriormente reembolsados por meio de receitas do setor.

Enquanto isso, Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente, tomou posse como presidente interina da Venezuela. Em seu discurso, criticou a operação americana, classificando-a como uma agressão ilegítima, mas sinalizou disposição para dialogar com Washington. Seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, afirmou que o objetivo do novo governo é trazer Maduro de volta ao poder.

Paralelamente, Nicolás Maduro compareceu pela primeira vez a um tribunal nos Estados Unidos, onde se declarou inocente das acusações de narcoterrorismo que fundamentaram sua captura. Trump reiterou que os EUA irão apenas administrar aspectos estratégicos, como a chamada “quarentena do petróleo”, sem governar diretamente o país.

Visão Bolso do Investidor

As declarações de Trump reforçam que a crise venezuelana entrou em uma nova fase, com forte viés econômico e energético. A exclusão de eleições no curto prazo e o foco na reconstrução do setor de petróleo indicam que os próximos passos dos EUA devem priorizar estabilidade operacional e controle estratégico, fatores que seguem no radar dos mercados globais.

Fontes: Estadão Conteúdo; NBC News; Casa Branca