Austrália sinaliza até R$ 500 milhões para projetos de terras raras no Brasil

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 8 de janeiro de 2026

O governo da Austrália indicou interesse em financiar até US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões) para dois projetos brasileiros de terras raras, por meio de cartas de apoio emitidas pela Export Finance Australia. Os recursos potenciais miram iniciativas em Minas Gerais, voltadas a minerais críticos para tecnologia, energia limpa e defesa.

Um dos empreendimentos é o Projeto Caldeira, em Poços de Caldas (MG), considerado um dos mais avançados do mundo no segmento. O projeto explora argilas de absorção iônica, método associado a menor impacto ambiental em comparação à mineração em rocha dura. Segundo a financiadora, o apoio visa viabilizar etapas de desenvolvimento com a contratação de empresas australianas de engenharia, suprimentos, construção e gestão. Além do interesse australiano, o Caldeira também conta com apoio do Export-Import Bank of the United States, ampliando o leque de financiamento internacional para a cadeia de minerais críticos no Brasil.

O segundo ativo contemplado é o Projeto Colossus, igualmente em Minas Gerais. Também baseado em argilas iônicas, o Colossus reúne reservas relevantes de neodímio, térbio, disprósio e praseodímio, elementos essenciais para ímãs de alto desempenho usados em veículos elétricos, turbinas eólicas e sistemas de defesa. Com a emissão das cartas de apoio, ambos os projetos avançam para a fase de due diligence, que inclui análises técnicas, financeiras e de viabilidade ambiental antes de uma aprovação formal do financiamento.

Visão Bolso do Investidor

O interesse da Austrália reforça a importância estratégica do Brasil na oferta global de terras raras, em um momento de reconfiguração das cadeias de suprimento. Se confirmados, os aportes podem acelerar investimentos, elevar o valor agregado da mineração nacional e posicionar o país como fornecedor-chave para a transição energética e tecnologias avançadas.

Fontes: InfoMoney