Acordo Mercosul – UE: veja o que pode ficar mais barato para o brasileiro nos próximos anos

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 9 de janeiro de 2026

A aprovação política do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia abre caminho para a redução gradual de tarifas sobre diversos produtos importados consumidos no Brasil. Entre os itens mais citados estão vinhos, azeites, queijos, chocolates e bebidas, que hoje pagam impostos elevados de importação e tendem a ficar mais acessíveis ao longo do tempo.

O aval foi dado nesta sexta-feira (9) pela maioria dos embaixadores dos países da União Europeia, destravando a etapa final para a assinatura do tratado com o Mercosul — formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Ainda serão necessários os trâmites formais nos parlamentos, mas o mercado já precifica os efeitos de médio e longo prazo do acordo.

O tratado, negociado ao longo de 26 anos, criará uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, reunindo mais de 720 milhões de consumidores e economias que somam cerca de US$ 22 trilhões em PIB. Para o Brasil, o ganho ocorre tanto pela ampliação das exportações quanto pela maior concorrência de produtos importados, que tende a pressionar preços.

O que pode ficar mais barato com o acordo

A redução das tarifas não será imediata. Haverá períodos de transição e, em alguns casos, cotas de importação. Ainda assim, os principais impactos esperados são:

ProdutoTarifa atualComo ficará com o acordo
Azeite de oliva10%Tarifa zerada de forma gradual
Vinhos35%Tarifa zerada de forma gradual
Outras bebidasAté 35%Tarifa zerada de forma gradual
Chocolates20%Tarifa zerada de forma gradual
Queijos28%Tarifa zerada dentro de cota de 30 mil toneladas
Leite em pó28%Tarifa zerada dentro de cota de 10 mil toneladas
Fórmula infantil18%Tarifa zerada dentro de cota de 5 mil toneladas

Apesar da eliminação das tarifas, especialistas alertam que a queda nos preços ao consumidor pode demorar. Custos logísticos, câmbio, margens de distribuição e o próprio ritmo de implementação do acordo influenciam o repasse final.

Visão Bolso do Investidor

O acordo UE–Mercosul tende a aumentar a concorrência e a eficiência econômica, beneficiando o consumidor no longo prazo. No curto prazo, o impacto nos preços deve ser limitado, mas, ao longo dos próximos anos, a combinação de tarifas menores e maior oferta pode ajudar a conter a inflação de alimentos e bebidas importadas. Para o investidor, o acordo também sinaliza oportunidades em setores ligados ao comércio exterior, logística e consumo.

Fontes: Agência O Globo