Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 9 de janeiro de 2026

A defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, afirmou ao Supremo Tribunal Federal que não houve qualquer contratação de influenciadores digitais para atacar o Banco Central. A manifestação foi apresentada em petição enviada ao ministro Dias Toffoli, relator do caso na Corte.
Segundo os advogados, Vorcaro “nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre qualquer prática de difamação ou disseminação de fake news” contra o Banco Central. A defesa sustenta que o empresário não participou nem tinha ciência de eventuais campanhas em redes sociais questionando o processo de liquidação da instituição financeira.
A declaração ocorre após reportagem apontar a existência de contratos oferecidos a influenciadores para lançar suspeitas públicas sobre a atuação do Banco Central no caso da liquidação do Banco Master. De acordo com as informações divulgadas, os acordos previam valores elevados, que poderiam chegar a R$ 2 milhões, além de cláusulas de confidencialidade, com o objetivo de manter a aparência de manifestações espontâneas contra o órgão regulador.
Os documentos citados incluem trocas de mensagens, comprovantes de depósitos e propostas comerciais. Em um dos casos mencionados, um influenciador com mais de 1 milhão de seguidores teria recebido oferta de R$ 2 milhões por três meses de trabalho, com a obrigação de realizar oito postagens mensais. Outro perfil, com menos de 500 mil seguidores, teria sido convidado a participar por R$ 250 mil no mesmo período.
Além de negar qualquer participação nesses fatos, a defesa de Vorcaro pediu ao STF a abertura de inquérito para apurar possíveis “crimes contra a honra” relacionados às acusações envolvendo o empresário e o Banco Master.
Pedido de conciliação
Paralelamente, os advogados informaram que solicitaram ao STF, ainda em dezembro, a instauração de um processo de conciliação envolvendo o Banco Master, o Banco Central, o Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas da União e a Fictor Holding, que demonstrou interesse na aquisição do banco.
O objetivo da iniciativa é discutir os termos da liquidação do Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro, buscando uma solução negociada para o encerramento das operações da instituição.
Visão Bolso do Investidor
O caso reforça a complexidade jurídica e institucional que envolve os processos de liquidação bancária no Brasil. Além dos impactos diretos sobre acionistas, credores e clientes, disputas desse tipo também afetam a credibilidade do sistema financeiro e a confiança dos investidores. A condução do processo pelo STF e a eventual conciliação entre as partes serão determinantes para reduzir incertezas e definir responsabilidades.
Fontes: InfoMoney; Agência O Globo
