Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 14 de janeiro de 2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que pretende deixar o comando da pasta ainda neste mês de janeiro. A declaração foi feita em entrevista à jornalista Míriam Leitão, segundo relato divulgado nesta quarta-feira.
De acordo com Haddad, o sucessor ideal deve assumir imediatamente o Ministério da Fazenda, de forma a acompanhar todo o ano fiscal de 2026, com foco especial na execução do Orçamento e na condução da política fiscal. A entrevista completa será exibida às 23h30 na GloboNews.
O ministro informou que ainda conversará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir a data exata de sua saída. Haddad não confirmou oficialmente quem será seu substituto, mas declarou torcida pelo atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, destacando sua experiência e bom trânsito político na Esplanada dos Ministérios.
Na entrevista, Haddad também minimizou eventuais impactos negativos para o governo decorrentes do veto a parte das emendas parlamentares no Orçamento de 2026, que será publicado nos próximos dias. Segundo ele, não há expectativa de crise política em torno do tema.
Sobre a situação fiscal, o ministro afirmou que o déficit público foi reduzido em cerca de 70% desde o início de sua gestão, reforçando o discurso de que o governo segue em trajetória de ajuste gradual das contas públicas.
Visão Bolso do Investidor
A possível saída de Fernando Haddad ainda em janeiro adiciona um novo elemento de incerteza ao cenário fiscal de 2026, especialmente em um ano marcado por eleições, juros elevados e forte atenção do mercado à trajetória da dívida pública.
Para investidores, o ponto central não é apenas a troca de nomes, mas a continuidade da política econômica. A defesa de Haddad por uma posse imediata do sucessor indica preocupação em evitar ruídos e descontinuidade na condução do Orçamento e das metas fiscais, algo crucial para a credibilidade do país diante de investidores domésticos e estrangeiros.Caso o sucessor venha do núcleo atual do ministério, como Dario Durigan, o mercado tende a interpretar o movimento como uma transição técnica e previsível, reduzindo riscos de volatilidade. Por outro lado, uma escolha com perfil mais político ou menos alinhada ao arcabouço fiscal pode pressionar ativos, câmbio e expectativas inflacionárias. Em um ano sensível como 2026, o investidor deve acompanhar de perto quem assume a Fazenda e quais sinais serão dados sobre disciplina fiscal, relação com o Congresso e condução da dívida pública, fatores que seguem sendo determinantes para o desempenho dos mercados brasileiros.
Fontes: InfoMoney
