Ouro dispara, prata ganha força e ações brasileiras entram no radar: os destaques da semana

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 17 de janeiro de 2026

O início de 2026 mantém o mercado financeiro global sob forte influência de fatores geopolíticos, movimentos de política monetária e realocação de capital. Nesse contexto, metais preciosos seguem em evidência, enquanto ações brasileiras voltam ao radar de investidores estrangeiros. Confira os principais destaques da semana.

O ouro permanece como um dos protagonistas do mercado. Após uma valorização próxima de 70% em 2025, o metal renovou máximas históricas impulsionado por tensões geopolíticas e pela busca por proteção contra inflação e instabilidade financeira. Atualmente, uma barra padrão de 12,44 quilos — referência utilizada por bancos centrais — vale cerca de R$ 10 milhões. O metal segue sendo visto como reserva estratégica e instrumento de diversificação de longo prazo.

A prata também ganhou destaque. Em 2025, o metal acumulou alta próxima de 150% e continua atraindo atenção em 2026, tanto pelo seu papel histórico como proteção em períodos de crise quanto por sua aplicação industrial. Investidores podem se expor ao ativo por meio de fundos, contratos ou instrumentos listados na B3, avaliando suas diferenças de volatilidade e correlação em relação ao ouro.

No mercado acionário brasileiro, o fluxo estrangeiro segue relevante. Em 2025, investidores internacionais foram compradores líquidos de ações no mercado à vista, com ingressos de aproximadamente R$ 26,9 bilhões. Mesmo com saídas em contratos futuros, o saldo positivo reforça a atratividade dos ativos brasileiros em um cenário de dólar mais fraco e maior apetite global por mercados emergentes.

Nos Estados Unidos, a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 começa com expectativas positivas. Analistas projetam crescimento do lucro por ação, com destaque para as grandes empresas de tecnologia, que devem voltar a liderar o desempenho do S&P 500. A combinação de atividade econômica resiliente e menor impacto de tarifas sustenta o otimismo.

Entre as commodities, o minério de ferro em patamares mais elevados favorece empresas como a Vale, que tende a apresentar resultados sólidos. Já siderúrgicas como Gerdau e Usiminas enfrentam um ambiente mais desafiador, marcado por sazonalidade e pressão sobre margens.

Outro ponto de atenção é a Embraer, que avalia uma estratégia de expansão na Índia, por meio de uma possível linha de montagem local em parceria com o Grupo Adani. A iniciativa pode fortalecer a presença da companhia na Ásia e reduzir custos logísticos no médio e longo prazo.

Visão Bolso do Investidor

O cenário da semana reforça a importância da diversificação. Metais preciosos seguem cumprindo o papel de proteção em um ambiente global instável, enquanto o retorno do fluxo estrangeiro à Bolsa brasileira indica oportunidades seletivas em ações. Para o investidor, o equilíbrio entre ativos defensivos, exposição a commodities e empresas com fundamentos sólidos continua sendo essencial em 2026, especialmente diante de um ano marcado por incertezas geopolíticas e políticas monetárias ainda em transição

Fontes: InfoMoney.