Petróleo volta a subir com nova ameaça dos EUA ao Irã e sequência de quedas termina

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 23 de janeiro de 2026

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações que foram interpretadas pelos mercados como uma nova ameaça ao Irã, um dos principais produtores de petróleo do mundo. Os contratos futuros do Brent, referência internacional, avançaram aproximadamente 1,8%, alcançando cerca de US$ 65,20 por barril, em um movimento que interrompeu a sequência de quedas da commodity observada nos dias anteriores e refletiu preocupações sobre potenciais riscos de fornecimento no mercado global de energia.

A reação positiva dos preços ocorre em um contexto em que a ameaça de medidas mais duras contra o Irã, incluindo advertências sobre sanções ou outras ações econômicas, reforça a percepção de risco entre investidores em commodities. O Irã é um dos maiores produtores de petróleo entre os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e sua estabilidade política e capacidade exportadora são fatores considerados relevantes para o equilíbrio da oferta global.

No Brasil, o movimento de alta nos contratos futuros também teve reflexos sobre o desempenho de ações de empresas ligadas ao setor de energia no mercado acionário, com os papéis de companhias petrolíferas registrando ganhos no início da sessão, em linha com a tendência global de recuperação dos preços do petróleo.

Analistas destacam que a volatilidade do mercado de petróleo em 2026 continua sensível a fatores geopolíticos, como tensões no Oriente Médio, além de variáveis de oferta e demanda global. Movimentos de estoques, decisões de produção de países da OPEP e evolução das negociações comerciais também permanecem no radar dos investidores e podem influenciar a direção dos preços nas próximas semanas.

Visão Bolso do Investidor

Os preços do petróleo costumam ser sensíveis a incertezas geopolíticas porque a oferta global ainda depende de exportadores chave e de rotas marítimas estratégicas para o escoamento de produção. Declarações envolvendo possíveis tensões com grandes produtores, como o Irã, tendem a elevar o “prêmio de risco”, levando a ajustes de preço mesmo sem que haja uma mudança imediata nos fundamentos de oferta e demanda. Para investidores, entender a interação entre política externa, decisões de líderes globais e fatores de mercado ajuda a interpretar movimentos de commodities e a calibrar expectativas de risco e retorno de ativos correlacionados, como ações de empresas de energia ou fundos de commodities.

Fontes: InfoMoney