Copom decide juros nesta semana e mercado aposta em manutenção da Selic

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 27 de janeiro de 2026

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil realiza nesta semana sua primeira reunião de 2026, com expectativa generalizada de que a taxa básica de juros (Selic) seja mantida em 15% ao ano, o mesmo patamar observado desde o final de 2025 após fortes elevações para conter pressões inflacionárias. A decisão sobre a Selic está marcada para os dias 27 e 28 de janeiro, e o mercado financeiro acompanha não apenas o resultado, mas também o teor do comunicado que será divulgado após o encontro, em busca de pistas sobre o momento de início de um possível ciclo de cortes.

Analistas e instituições financeiras projetam que a manutenção da Selic em 15% na reunião desta semana tem forte consenso entre economistas, refletindo a avaliação de que a inflação ainda não convergiu de forma consistente para a meta de longo prazo e que a autoridade monetária prefere aguardar mais dados econômicos antes de iniciar o processo de flexibilização de juros. Mesmo com sinais de desaceleração da inflação e expectativas mais amenas no horizonte médio, a cautela do Copom tende a prevalecer no curto prazo, segundo as projeções que foram organizadas pelo mercado.

A expectativa predominante entre gestores é que o ciclo de cortes da Selic seja iniciado apenas em março de 2026, caso as projeções de inflação continuem em trajetória de queda e a economia mostre sinais claros de enfraquecimento, abrindo espaço para uma política monetária menos restritiva. Em cenários de mercado, a taxa poderá recuar gradualmente ao longo do ano, com projeções de fechamento de 2026 em torno de 12,5%, dependendo da evolução dos indicadores econômicos, especialmente inflação, atividade econômica e dados de emprego e consumo.

Visão Bolso do Investidor

A reunião do Copom desta semana é um evento importante para o ambiente financeiro brasileiro porque define o patamar da taxa de juros que influencia crédito, poupança, investimentos e consumo em toda a economia. A manutenção da Selic em 15% ao ano reforça a postura cautelosa do Banco Central frente às incertezas sobre inflação e crescimento econômico, e indica que, apesar de sinais de desaceleração de preços, o comitê ainda busca condições mais robustas para iniciar cortes. Para investidores, acompanhar não apenas a decisão, mas o conteúdo do comunicado e das projeções atualizadas de inflação e crescimento, ajuda a calibrar expectativas sobre renda fixa, renda variável e alocação de recursos ao longo de 2026.

Fontes: Bolso do Investidor; InfoMoney