Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 27 de janeiro de 2026

Mesmo após uma valorização expressiva das ações, o JPMorgan elevou o preço-alvo da Vale de R$ 86 para R$ 100 e manteve a recomendação overweight para os papéis da mineradora. A revisão ocorre após a ação subir 10,6% apenas em janeiro e acumular alta de 27,1% nos últimos seis meses, movimento impulsionado pela recuperação do minério de ferro e pelo aumento do fluxo de investidores estrangeiros para as blue chips brasileiras.
Com o novo preço-alvo, o banco enxerga um potencial de valorização de 20,4% em relação ao fechamento de segunda-feira (26), quando os papéis encerraram cotados a R$ 83,07. Na manhã desta terça-feira, por volta das 10h05, as ações da companhia avançavam 1,13%, negociadas a R$ 84,01.
De acordo com o JPMorgan, existem diversos fatores positivos relevantes que ainda não foram totalmente incorporados à cotação da empresa. O principal deles é o acordo relacionado ao caso de Mariana, que eliminou uma das maiores incertezas em torno da Vale ao estabelecer um valor definitivo para as obrigações financeiras decorrentes do desastre.
O banco também destaca o desempenho operacional da mineradora, especialmente no segmento de minério de ferro. Segundo a avaliação, a companhia apresenta produção robusta e uma trajetória de redução de custos, fatores que sustentam uma perspectiva operacional mais favorável para os próximos períodos.
Outro ponto ressaltado é o descolamento observado entre o desempenho das ações da Vale e o de seus pares globais. Na visão do JPMorgan, essa diferença reforça o potencial de valorização dos papéis. Atualmente, a mineradora é negociada a cerca de 4,9 vezes o múltiplo EV/EBITDA estimado para 2026, abaixo da média de aproximadamente 6,0 vezes observada entre concorrentes. Além disso, a empresa apresenta geração de caixa livre estimada em 7,8% e dividend yield projetado de 8,2% para 2026.
Visão Bolso do Investidor
A elevação do preço-alvo da Vale reforça como a redução de incertezas jurídicas e a consistência operacional podem influenciar a percepção de valor de grandes companhias. Para investidores, fatores como acordos que encerram passivos relevantes, eficiência operacional e múltiplos atrativos em relação aos pares são elementos centrais na análise de empresas de commodities. Movimentos desse tipo ajudam a entender como o mercado precifica riscos e oportunidades, especialmente em setores sensíveis ao ciclo econômico e à demanda global.
Fontes:
- InfoMoney
