Copom mantém Selic em 15% ao ano e sinaliza início de cortes em março

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 29 de janeiro de 2026

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu nesta quarta-feira (28) manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, patamar que representa o nível mais alto em quase duas décadas, desde julho de 2006, e que já vinha sendo preservado em encontros anteriores. A decisão unânime da diretoria do Copom foi amplamente esperada pelo mercado e confirma a postura cautelosa das autoridades monetárias em relação ao ritmo de inflação e à trajetória de recuperação econômica no país.

No comunicado oficial divulgado após a reunião, o Banco Central enfatizou que a manutenção da Selic em 15% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para perto da meta ao longo do horizonte relevante da política monetária, ao mesmo tempo em que aponta incertezas que exigem serenidade na condução dos juros. Ao comentar os próximos passos, o Copom indicou que, caso o cenário evolua conforme o esperado, o início do ciclo de cortes de juros deve ocorrer já na próxima reunião, prevista para março de 2026, com a autoridade monetária monitorando dados de inflação, atividade econômica e condições financeiras antes de efetuar reduções.

A Selic em 15% continua elevada em termos históricos e reflete um período prolongado de política monetária restritiva, adotada para conter pressões inflacionárias e ancorar expectativas de preços. A manutenção da taxa significa que o custo do crédito segue mais alto e que aplicações de renda fixa atreladas a juros básicos podem continuar atraentes no curto prazo, ao passo que os mercados de crédito e consumo mantêm certa cautela diante do cenário econômico atual.

Visão Bolso do Investidor

A decisão do Copom de manter a Selic em 15% ao ano confirma um compromisso com o controle da inflação, mesmo em um momento em que analistas antecipam um possível ciclo de redução de juros a partir de março. Para investidores, essa estabilidade prolongada dos juros reforça a atratividade momentânea de produtos de renda fixa, mas também ressalta a importância de prestar atenção ao comunicado pós-reunião, que pode trazer sinais sobre o ritmo futuro da política monetária. Condições como trajetória de preços, atividade econômica, emprego e inflação subjacente serão determinantes para a tomada de decisão sobre cortes. Assim, entender não apenas a decisão em si, mas os fatores que o Copom considera em seu comunicado ajuda a calibrar estratégias de alocação de recursos e expectativas de retorno para o restante de 2026.

Fontes: InfoMoney