Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 29 de janeiro de 2026

O juro real do Brasil, ou seja, a taxa de juros nominal descontada a inflação esperada, está em 9,23%, mantendo o país com o segundo maior juro real do mundo pelo sétimo mês seguido, de acordo com levantamento que considera as maiores economias globais. O indicador reflete o impacto da taxa básica de juros elevada, a Selic em 15% ao ano, em um cenário de inflação em queda, e coloca o Brasil atrás apenas de um país no ranking global.
A seguir, os 5 países com maiores juros reais no mundo com base na mesma análise:
| Posição | País | Juro real (%) |
| 1 | Rússia | 9,88% |
| 2 | Brasil | 9,23% |
| 3 | Argentina | 7,63% |
| 4 | Turquia | 6,45% |
| 5 | México | 5,39% |
O ranking considera 40 grandes economias e mostra como as diferenças nas políticas monetárias e nas expectativas de inflação se traduzem em variações importantes no retorno real oferecido pelas taxas de juros nos países. Em especial, a posição elevada do Brasil indica que investidores que aplicam em títulos locais ainda estão sendo recompensados acima da inflação projetada em comparação à maior parte do mundo, ainda que isso também reflita a cautela do Banco Central em manter juros altos até que haja convergência mais firme dos preços.
Visão Bolso do Investidor
A manutenção de juros reais elevados coloca o Brasil em destaque no cenário internacional, oferecendo retornos ajustados pela inflação que são atrativos em comparação com outras grandes economias. Para investidores, juros reais altos tendem a beneficiar aplicações de renda fixa, como títulos públicos e CDBs, ao mesmo tempo em que podem desestimular crédito e consumo, porque o custo de financiamento fica alto. Esse cenário pode ajudar a explicar por que o Banco Central ainda mantém a Selic elevada antes de iniciar cortes gradativos: a autoridade monetária busca controlar a inflação e ancorar expectativas, mesmo diante de pressões por crescimento econômico. Monitorar a evolução desses indicadores e a diferença entre países ajuda a calibrar estratégias de alocação de capital e a analisar riscos de retorno real em diferentes mercados ao longo de 2026.
Fontes: InfoMoney
