Anatel autoriza SpaceSail a operar no Brasil e amplia concorrência no mercado de internet via satélite

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 18 de fevereiro de 2026

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a empresa chinesa SpaceSail, provedora de internet via satélite, a atuar no Brasil. A decisão abre espaço para mais uma constelação de satélites de órbita baixa (LEO) no país e cria um novo competidor em um mercado atualmente liderado pela Starlink, da SpaceX.

A licença permite inicialmente a operação de até 324 satélites e terá validade até julho de 2031. A autorização também estabelece que a companhia terá prazo de até dois anos para iniciar efetivamente suas atividades no território nacional.

Segundo informações encaminhadas ao regulador, a SpaceSail planeja começar a oferta comercial no quarto trimestre de 2026, período que coincide com o lançamento do serviço em seu país de origem, conforme publicações especializadas.

Novo competidor no setor

A entrada da empresa ocorre após mudanças relevantes no segmento desde a chegada da Starlink ao Brasil em 2024. A operação da companhia norte-americana consolidou a banda larga via satélite como alternativa para locais com cobertura terrestre limitada.

O serviço tem sido utilizado especialmente em áreas rurais, regiões amazônicas, embarcações e propriedades agrícolas, onde a infraestrutura tradicional de telecomunicações apresenta restrições.

O projeto da SpaceSail não se limita ao Brasil. A empresa prevê colocar em órbita dezenas de milhares de satélites até 2030, ampliando sua presença internacional.

Impacto potencial

No mercado brasileiro, o principal efeito esperado é o aumento da concorrência em regiões onde a oferta de internet de alta velocidade ainda é escassa.

A presença de mais operadores pode pressionar preços, ampliar a cobertura e aumentar a redundância das redes. Esse fator é relevante para serviços públicos, logística e comunicação em áreas remotas.

Visão Bolso do Investidor

O avanço da internet via satélite pode reduzir desigualdades de acesso digital e impactar setores como agronegócio, educação, mineração e logística. Maior concorrência tende a estimular investimentos em infraestrutura e inovação, além de influenciar o mercado de telecomunicações tradicional. Para investidores, acompanhar a expansão desse tipo de tecnologia ajuda a avaliar oportunidades em empresas ligadas a conectividade, serviços digitais e economia baseada em dados.


Fontes:

  • InfoMoney