Liquidação do Banco Pleno eleva custos do FGC para mais de R$ 50 bilhões

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 19 de fevereiro de 2026

A liquidação extrajudicial do Banco Pleno fará com que os desembolsos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ultrapassem R$ 50 bilhões. O valor se soma às indenizações já relacionadas aos casos do Banco Master e do Will Bank.

Segundo comunicado divulgado após o anúncio do Banco Central, o Pleno possui cerca de 160 mil credores elegíveis ao pagamento de garantia, totalizando aproximadamente R$ 4,9 bilhões. Com isso, o montante agregado chega a cerca de R$ 51,8 bilhões, considerando R$ 40,6 bilhões de investidores do Master e R$ 6,3 bilhões de clientes do Will Bank.

Capacidade financeira do fundo

Os números não incluem ainda as linhas emergenciais que o FGC utilizou ao longo do ano passado para enfrentar os problemas de liquidez do conglomerado Master.

Dados recentes indicam que o FGC possui patrimônio próximo de R$ 160 bilhões, dos quais cerca de R$ 125 bilhões estariam disponíveis para uso imediato. Até a semana anterior, o fundo já havia pago aproximadamente R$ 37 bilhões aos credores do Master, o equivalente a mais de 90% do total previsto.

Plano de recomposição

Diante do aumento das obrigações, o conselho do FGC aprovou um plano de recomposição financeira. A proposta prevê antecipação de contribuições dos bancos equivalentes a cinco anos, além de novos adiantamentos em 2027 e 2028.

O plano também pode incluir aumento extraordinário de 30% a 60% nas contribuições mensais das instituições financeiras ao fundo. Há ainda discussões sobre permitir o uso de recursos de compulsórios bancários para reforçar o caixa, medida que depende de autorização do Banco Central.

No caso do Will Bank, o FGC também antecipou pagamentos de até R$ 1 mil para clientes elegíveis, com custo estimado de R$ 200 milhões.

Visão Bolso do Investidor

O FGC é um dos principais mecanismos de proteção ao investidor brasileiro, garantindo depósitos e aplicações até determinados limites em caso de falência de instituições financeiras.

O aumento dos desembolsos não implica, necessariamente, risco imediato ao sistema bancário, mas pode elevar custos para os bancos e influenciar condições de crédito e rentabilidade do setor financeiro ao longo do tempo.

Fontes: InfoMoney