Gol avança para saída da Bolsa após OPA atingir 99,95% do capital

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 20 de fevereiro de 2026

A Gol deu mais um passo no processo de fechamento de capital. A controladora GOL Investment Brasil adquiriu 5.660.709.873 ações preferenciais da companhia em oferta pública de aquisição (OPA), equivalente a 75% dos papéis ofertados.

As ações foram compradas ao preço de R$ 11,45 por lote de mil ações, somando cerca de R$ 64,8 milhões na operação.

Companhia passa a ter controle quase total

Após a liquidação financeira do leilão, prevista para 23 de fevereiro de 2026, a ofertante passará a deter aproximadamente 99,95% do capital social total da companhia. Com isso, a empresa fica praticamente integralmente concentrada nas mãos da controladora.

A partir de 24 de fevereiro, as ações preferenciais da Gol passarão a ser negociadas no segmento Básico da B3, etapa típica em processos de saída da Bolsa.

Prazo adicional para minoritários

Os acionistas que não venderam seus papéis durante o leilão ainda terão uma nova oportunidade de alienar suas ações. O prazo se estende até 25 de março de 2026.

Nesse período, a companhia continuará comprando as ações pelo mesmo valor pago na OPA, atualizado pela taxa Selic até a data do pagamento e ajustado por eventuais proventos.

Etapas do fechamento de capital

O avanço da oferta indica que a Gol está muito próxima de concluir o processo de deslistagem. Quando a controladora ultrapassa praticamente todo o capital em circulação, o free float se torna residual, tornando inviável a permanência da companhia no mercado aberto.

O fechamento de capital permite maior liberdade operacional, já que a empresa deixa de cumprir exigências típicas de companhias listadas, como divulgação trimestral detalhada ao mercado e obrigações adicionais de governança.

Visão Bolso do Investidor

Processos de fechamento de capital costumam ocorrer quando a empresa entende que o custo de permanecer listada supera os benefícios de acesso ao mercado. Para o investidor minoritário, a OPA funciona como mecanismo de saída, mas também encerra a possibilidade de participar de uma eventual recuperação futura da companhia fora da Bolsa.


Fontes:

  • InfoMoney