Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 25 de fevereiro de 2026

A Iguatemi divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025 apresentando lucro líquido ajustado de R$ 159 milhões. O valor representa uma queda de 3,2% em comparação ao mesmo período de 2024, segundo o relatório financeiro publicado pela companhia.
Apesar da leve retração no lucro, o desempenho operacional da administradora de shopping centers de alto padrão mostrou evolução. O Ebitda ajustado, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, atingiu R$ 325 milhões, crescimento de 3,0% na comparação anual.
O resultado indica que a operação principal da empresa permaneceu resiliente, mesmo com o lucro final pressionado por outros fatores financeiros e contábeis fora da atividade operacional direta.
O que os números indicam
A diferença entre o crescimento do Ebitda e a queda do lucro líquido costuma ocorrer quando há impacto de despesas financeiras, custos de dívida, variações monetárias ou ajustes contábeis. Ou seja, o negócio operacional segue funcionando bem, mas fatores financeiros acabam reduzindo o ganho final.
No caso de empresas de shopping centers, isso é particularmente relevante, pois o setor depende de:
– ocupação das lojas;
– vendas dos lojistas;
– reajustes de aluguel;
– custos de financiamento dos empreendimentos.
Com juros ainda elevados no país ao longo de 2025, despesas financeiras maiores podem ter pressionado o resultado final, mesmo com a operação saudável.
Visão Bolso do Investidor
Resultados de empresas de shopping precisam ser analisados além do lucro líquido.
Para esse tipo de companhia, o indicador mais importante costuma ser o Ebitda e a geração de caixa operacional, porque mostram a qualidade real dos ativos imobiliários e da gestão dos empreendimentos. Quando o Ebitda cresce, normalmente significa boa ocupação, fluxo de consumidores consistente e capacidade de reajuste de aluguéis.
O lucro líquido, por outro lado, pode oscilar bastante devido à estrutura de dívida, comum no setor imobiliário. Por isso, uma queda pontual no lucro não necessariamente indica deterioração do negócio.
Para o investidor, o ponto central é acompanhar se a empresa mantém:
– demanda nos shoppings;
– lojistas saudáveis;
– capacidade de repassar inflação nos contratos.
Se esses fatores estiverem presentes, a tendência de longo prazo costuma ser mais importante do que a variação trimestral do lucro.
Fontes:
- Infomoney
- Reuters
