Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 25 de fevereiro de 2026

Autoridades iranianas reagiram às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na véspera de novas negociações sobre o programa nuclear do país em Genebra. O governo de Teerã classificou as falas do líder americano como falsas e afirmou que Washington conduz uma campanha de pressão política e informacional contra o país.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que as acusações feitas pelos Estados Unidos sobre o programa nuclear, os mísseis balísticos e episódios internos no país não correspondem à realidade. Ao mesmo tempo, indicou que as conversas ainda podem avançar caso sejam conduzidas com respeito mútuo.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, também afirmou que os Estados Unidos têm duas alternativas: buscar um entendimento diplomático ou enfrentar uma reação do país. Segundo ele, o Irã participará das negociações desde que sejam respeitados seus interesses e sua soberania.
Tensão militar e risco de conflito
As declarações acontecem em meio ao aumento da tensão entre os dois países. O governo americano mobilizou um grande contingente de navios de guerra e aeronaves militares para o Oriente Médio, em uma das maiores movimentações militares recentes na região.
Trump vem afirmando que, caso não haja acordo, poderá ordenar um ataque contra o Irã. Em resposta, autoridades iranianas disseram que bases militares americanas na região seriam consideradas alvos em eventual confronto.
As negociações ocorrem enquanto o Irã enfrenta também pressões internas após protestos recentes, o que amplia a complexidade do cenário diplomático.
Visão Bolso do Investidor
Conflitos geopolíticos envolvendo grandes produtores de energia costumam impactar diretamente os mercados globais. A região do Oriente Médio concentra parte relevante da produção mundial de petróleo, e qualquer escalada militar tende a afetar preços da commodity, inflação internacional e expectativas de crescimento.
Para investidores, momentos de tensão elevam a aversão ao risco, influenciam bolsas de valores e o comportamento do dólar. Países emergentes, como o Brasil, costumam sentir reflexos no câmbio e nos ativos financeiros conforme evoluem as negociações diplomáticas.
Fontes: Estadão Conteúdo; Associated Press
