Ações, fundos e criptomoedas: veja quais investimentos mais renderam em 2025

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 27 de dezembro de 2025

O ano de 2025 começou com a renda fixa como protagonista, impulsionada por juros elevados, mas terminou mostrando que a diversificação foi determinante para quem buscou retornos acima do CDI. Mesmo com a taxa básica impondo uma régua alta para ativos de risco, ações, fundos de investimento e criptomoedas conseguiram entregar performances expressivas ao longo do ano.

No cenário internacional, o desempenho não ficou restrito às grandes empresas de tecnologia. Segmentos ligados à infraestrutura da inteligência artificial, como armazenamento de dados, lideraram os ganhos nos Estados Unidos. Já no Brasil, a Bolsa mostrou resiliência mesmo em um ambiente de juros elevados, com setores antes penalizados protagonizando fortes recuperações.

A seguir, confira os destaques de cada classe de ativos em 2025.


Ações

Quem investiu R$ 10 mil em uma carteira que replica o Ibovespa no início do ano teria aproximadamente R$ 12,6 mil líquidos de impostos em 15 de dezembro, segundo cálculos de Rafael Winalda, especialista em renda fixa do Inter. Ainda assim, algumas ações superaram com folga esse desempenho.

Papéis que vinham sofrendo forte penalização do mercado registraram recuperação expressiva. O maior destaque foi a Cogna (COGN3), que liderou os ganhos do Ibovespa após um processo de reestruturação e redução de custos. Mesmo com alta superior a 200% em 2025, o papel ainda acumula queda superior a 30% no horizonte de cinco anos.

O setor de construção civil também se destacou, com Cury (CURY3), Cyrela (CYRE3) e Direcional (DIRE3) figurando entre os melhores desempenhos do ano, beneficiadas pela expectativa de queda da Selic em 2026. No setor elétrico, a Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras, avançou após a privatização e o anúncio de uma nova política de dividendos.

Top 10 ações do Ibovespa em 2025:

AçãoRetorno em 2025
Cogna (COGN3)241,11%
Cury (CURY3)112,94%
Axia Energia (AXIA3)102,58%
BTG Pactual (BPAC11)100,24%
Cyrela (CYRE3)97,34%
Eneva (ENEV3)92,40%
Direcional (DIRE3)92,13%
Vivara (VIVA3)82,82%
Rede D’Or (RDOR3)81,48%
CPFL Energia (CPFE3)75,54%

Fonte: Economatica | Data-base: 23/12/2025


Investimentos no exterior

Nos Estados Unidos, os índices acionários tiveram um ano consistente. Até 26 de dezembro, o S&P 500 avançou cerca de 18%, o Nasdaq Composite subiu 22,5% e o Dow Jones registrou alta de 14,75%.

O grande destaque foi a Sandisk, fabricante de dispositivos de armazenamento de dados, que estreou na Bolsa americana em fevereiro e acumulou alta de 587% em 2025. Em seguida, aparecem Western Digital, Seagate Technology, Robinhood e Micron Technologies, todas com valorizações superiores a 200%, refletindo a forte demanda por soluções ligadas à infraestrutura da inteligência artificial.


Fundos de investimento

Apesar dos resgates líquidos de R$ 61,7 bilhões até novembro, houve estratégias vencedoras entre os fundos de investimento. Os multimercados voltaram a ganhar relevância em 2025, segundo Guilherme Zaczac, responsável por Alternativos Líquidos no UBS Global Wealth Management.

Levantamento com dados da Economatica mostra que fundos multimercados com patrimônio acima de R$ 500 milhões apresentaram ganhos de até 45% no ano, muito acima dos 15% da Selic. Também se destacaram os fundos de crédito privado, que se beneficiaram do ambiente de juros elevados, com dezenas de produtos superando 20% de retorno anual.


Criptomoedas

Mesmo com queda de cerca de 6,5% no acumulado do ano, o Bitcoin (BTC) foi apontado por especialistas como o principal ativo do mercado cripto em 2025, principalmente pela consolidação institucional e pelas máximas históricas registradas ao longo do período.

Além do Bitcoin, o Tether (USDT) ganhou relevância como instrumento de pagamentos internacionais, proteção cambial e gestão de caixa. Já no quesito valorização, o grande destaque foi a Zcash (ZEC), que avançou 603,8% até 15 de dezembro, impulsionada pela retomada da demanda por criptomoedas de privacidade em um ambiente de maior vigilância regulatória global.


Renda fixa

Na renda fixa, superar o CDI de 13,51% no acumulado até 15 de dezembro foi um desafio. A poupança ficou bem abaixo, com retorno de 6,92%. O Tesouro IPCA+ teve retorno médio de 10,66%, enquanto o Tesouro Prefixado 2032 alcançou 12,71%.

As debêntures foram o grande destaque, com retorno médio de 14,68% segundo o IDA-Geral da Anbima, superando o CDI. CDBs de 110% do CDI também entregaram retorno próximo de 15% no período.


Visão Bolso do Investidor

O desempenho dos investimentos em 2025 reforça uma lição clássica: diversificação importa mais do que acertar um único ativo. Mesmo em um ambiente de juros elevados, houve oportunidades relevantes em ações, fundos e ativos internacionais, especialmente para quem teve disciplina, horizonte de longo prazo e tolerância à volatilidade.

A combinação de renda fixa sólida com exposições bem calibradas a renda variável e ativos alternativos mostrou-se eficiente para atravessar um ano marcado por incertezas, mudanças de ciclo e forte rotação setorial. Para 2026, o desafio do investidor será ajustar a carteira à transição para um ambiente de juros mais baixos, sem abrir mão da diversificação que se mostrou vencedora.


Fontes:

  • InfoMoney