Ações recomendadas para novembro: Rede D’Or, Cyrela e outras ganham destaque com otimismo na Bolsa

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 4 de novembro de 2025

O Ibovespa encerrou outubro em tom otimista, após uma primeira metade de correção e uma sequência de altas que o levou a renovar sua máxima histórica. A combinação de expectativa de queda de juros, cenário eleitoral e fatores externos tem impulsionado o apetite dos investidores por ações brasileiras.

Nesse contexto, as principais corretoras do país divulgaram suas carteiras recomendadas para novembro, com destaque para setores cíclicos, como saúde e construção civil, e defensivos, como bancos e energia elétrica. O levantamento do InfoMoney mostra um empate quádruplo na liderança entre Itaú (ITUB4), Eletrobras (ELET6), Vale (VALE3) e Rede D’Or (RDOR3), cada uma com cinco recomendações.

Em comparação com a lista de outubro, o BTG Pactual (BPAC11) deixou o ranking, enquanto Eletrobras e Cyrela entraram, ampliando a diversidade setorial.


Ações mais recomendadas para novembro

AçãoNº de RecomendaçõesRetorno em Outubro
Itaú (ITUB4)50,99%
Eletrobras (ELET6)57,07%
Vale (VALE3)513,34%
Rede D’Or (RDOR3)52,99%
Petrobras (PETR4)4-5,44%
Cyrela (CYRE3)4-0,75%
Direcional (DIRR3)45,01%

Fontes: Ativa Investimentos, Ágora, BB Investimentos, BTG Pactual, Empiricus, Genial, Santander, Terra Investimentos, XP Investimentos e Economatica


Itaú (ITUB4)

A Ágora Investimentos projeta resultados “estáveis, porém positivos” para o banco, com lucro estimado em R$ 11,8 bilhões no terceiro trimestre.

As receitas com tarifas e seguros devem apresentar bom desempenho, mas podem ser parcialmente compensadas por maiores despesas operacionais, decorrentes do reajuste salarial negociado no acordo coletivo”, afirmam os analistas.


Eletrobras (ELET6)

A empresa, que em breve passará a se chamar Axia Energia (AXIA3), vem colhendo os frutos de melhorias no mercado de energia e da resolução de entraves regulatórios e societários, como o acordo com a União e a venda da Eletronuclear.

A ação segue atrativa frente ao potencial de geração de caixa e aos preços firmes da energia no mercado livre”, destacou a Terra Investimentos.


Vale (VALE3)

O Santander destacou o lucro líquido de US$ 2,68 bilhões da mineradora no terceiro trimestre, acima das expectativas.

O resultado sólido foi impulsionado por preços mais altos do minério de ferro, volume robusto de vendas e custos menores”, afirmou o banco.
O Santander acredita que o mercado voltará a se concentrar nos fundamentos da companhia, e que os múltiplos da Vale devem se aproximar da média dos pares internacionais.


Rede D’Or (RDOR3)

Para o BTG Pactual, a Rede D’Or atingiu um estágio estável e equilibrado, com forte geração de caixa e crescimento orgânico.

A companhia se mantém bem posicionada com o Bradesco para acelerar projetos de expansão, pagar dividendos e melhorar margens hospitalares e sinistralidade”, destacou o banco.


Petrobras (PETR4)

A Ágora Investimentos reconhece riscos ligados à volatilidade do petróleo e à aceleração dos investimentos — fatores que podem limitar dividendos.

Ainda assim, a expectativa de aumento de produção e o valuation atrativo deixam a tese de investimento na Petrobras interessante”, apontam os analistas.


Cyrela (CYRE3)

A XP Investimentos elevou o peso da construtora em sua carteira Top Ações, destacando a resiliência operacional, o fechamento da curva longa de juros e o potencial de pagamento de dividendos em 2025.


Direcional (DIRR3)

O BTG Pactual mantém visão otimista sobre as construtoras voltadas ao segmento de imóveis populares.

A Direcional está bem posicionada para aproveitar o cenário macro favorável, com forte equipe de engenharia e controle operacional rigoroso”, destacou o relatório.
Os analistas esperam resultados sólidos no segundo semestre de 2025, com potencial de surpreender o mercado em crescimento.


Visão Bolso do Investidor

A lista de ações recomendadas reflete otimismo moderado com o mercado brasileiro, apoiado pela expectativa de queda da Selic em 2026 e pela melhora dos indicadores econômicos.
Para o investidor, o destaque está na diversificação setorial, combinando setores defensivos (bancos e energia) com cíclicos (construção e saúde), capazes de equilibrar risco e retorno.
O cenário, contudo, exige atenção à volatilidade externa e ao comportamento das commodities, especialmente minério e petróleo, que seguem influenciando o Ibovespa.

Fontes:

  • InfoMoney