Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 12 de fevereiro de 2026

A Americanas (AMER3), atualmente em recuperação judicial, informou que concluiu a venda integral da Parati – Crédito, Financiamento e Investimento S.A., como parte do processo de reestruturação e simplificação de suas operações.
De acordo com fato relevante divulgado pela companhia, a transação foi realizada por meio de sua subsidiária AME Holding, que alienou e transferiu a totalidade das ações da Parati para a Tudo Holding Financeira. O valor total recebido pela operação foi de R$ 34,1 milhões.
Operação envolve subsidiária financeira do grupo
A Parati atuava no segmento financeiro, oferecendo serviços de crédito, financiamento e investimento. Com a venda, a Americanas deixa de operar diretamente esse braço financeiro. A transferência das ações representa a saída da companhia dessa frente de negócios, reduzindo sua exposição a atividades fora do núcleo principal de varejo.
Estratégia prevê simplificação da estrutura
Segundo a empresa, a alienação integra o plano estratégico de priorizar as operações de varejo, além de promover a simplificação da estrutura societária.
A iniciativa também busca realocar recursos para o negócio principal, concentrando esforços na recuperação operacional e financeira da companhia, que segue em processo de recuperação judicial. Movimentos desse tipo vêm sendo adotados por empresas em reestruturação como forma de enxugar operações, reduzir complexidade e fortalecer o caixa.
Visão Bolso do Investidor
A venda de ativos não essenciais pode contribuir para melhorar a liquidez e o foco estratégico de empresas em recuperação, permitindo maior concentração no core business e na geração de caixa operacional.
Para investidores, a redução de frentes paralelas e a simplificação societária tendem a facilitar a análise financeira e a execução do plano de reestruturação. O impacto prático dessas medidas dependerá da capacidade da companhia de estabilizar suas operações de varejo e recuperar resultados ao longo dos próximos trimestres.
Fontes: InfoMoney
