Após ataque à Venezuela, mercados devem abrir a semana com volatilidade elevada

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 4 de janeiro de 2026

A abertura dos mercados nesta segunda-feira (5) deve ser marcada por maior volatilidade após a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. Segundo analistas, o episódio adiciona um prêmio de risco geopolítico, especialmente sobre os preços do petróleo e ativos de países emergentes.

No mercado de petróleo, a expectativa é de oscilação intensa no curto prazo, diante do temor de impactos na produção e em eventuais sabotagens na PDVSA. Apesar disso, a decisão da Opep+ de manter os cortes de produção até o primeiro trimestre de 2026 deve funcionar como um piso para as cotações. No horizonte mais longo, porém, a possibilidade de maior influência americana sobre a produção venezuelana tende a pressionar os preços para baixo.

No câmbio, o dólar deve ganhar força frente a moedas emergentes, refletindo a busca por ativos considerados mais seguros. A proximidade geográfica do conflito eleva a percepção de risco na América Latina, o que pode penalizar o real no início da semana.

A reação da China, que exigiu a libertação de Nicolás Maduro, adiciona um componente extra de tensão. Para o mercado, isso amplia o risco de o episódio deixar de ser apenas regional e ganhar contornos de disputa entre grandes potências, com possíveis reflexos em comércio, tecnologia e cadeias globais.

Na Bolsa brasileira, o impacto tende a ser ambíguo. A alta do petróleo no curto prazo pode beneficiar o setor, mas a perspectiva de aumento estrutural da oferta venezuelana no futuro reduz o prêmio de escassez que vinha favorecendo produtores da região. Nesse cenário, investidores tendem a buscar ativos mais resilientes, como a Petrobras, em detrimento de empresas menores e mais sensíveis à volatilidade do Brent.

Visão Bolso do Investidor

Eventos geopolíticos dessa magnitude costumam gerar ruído no curto prazo, mas também abrem janelas de oportunidade para investidores preparados. Em momentos de incerteza, diversificação, gestão de risco e foco em ativos sólidos são essenciais para atravessar períodos de maior volatilidade sem comprometer a estratégia de longo prazo.

Fontes: Infomoney