Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 5 de fevereiro de 2026

O Ibovespa, principal índice da B3, registrou nesta quarta-feira seu pior desempenho de 2026, pressionado por uma forte realização de lucros e perdas generalizadas nos setores bancário e de varejo. Após iniciar o pregão em alta, o índice inverteu o sinal ao longo do dia e encerrou com queda de 2,14%, aos 181.708,23 pontos, recuo de quase 4 mil pontos.
O movimento marcou a maior baixa diária desde meados de dezembro e refletiu um ambiente de cautela tanto no cenário doméstico quanto externo. O volume vendedor se intensificou especialmente em ações financeiras, que têm peso relevante na composição do índice.
Bancos lideram perdas
O setor bancário concentrou as maiores pressões. As units do Banco Santander Brasil caíram após divulgação de balanço, com investidores avaliando a qualidade dos ativos e sinais de aumento da inadimplência. O movimento contaminou os pares.
As ações do Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil também recuaram, ampliando a correção do índice, em meio à expectativa por resultados e ajustes de posição depois da forte alta recente da bolsa.
Varejo e cenário global pesam
Papéis de consumo e varejo também registraram quedas relevantes, acompanhando um ambiente de maior aversão ao risco. No exterior, Wall Street fechou com desempenho misto, com saída de recursos de empresas de tecnologia e dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos, o que reduziu o apetite por mercados emergentes.
No cenário doméstico, preocupações com a trajetória fiscal e ruídos políticos em Brasília adicionaram pressão. Investidores também monitoram discussões sobre indicações para o Banco Central do Brasil, fator que elevou a cautela quanto à condução da política monetária.
Poucos destaques positivos
A maioria das ações encerrou em baixa. Entre as exceções, a Vale conseguiu leve alta no fim do pregão, limitando parte das perdas do índice. Já a Petrobras fechou próxima da estabilidade, mesmo com avanço do petróleo no mercado internacional. Com a agenda econômica mais esvaziada nos próximos dias, a temporada de balanços corporativos deve continuar sendo o principal fator de direção para a bolsa.
Visão Bolso do Investidor
Após sucessivas máximas históricas, o recuo do Ibovespa indica um movimento natural de realização de lucros e ajuste de expectativas. Para o investidor, dias de correção costumam aumentar a volatilidade, mas também podem abrir oportunidades de entrada gradual em empresas sólidas. Acompanhar resultados corporativos, fluxo estrangeiro e cenário fiscal será essencial para avaliar os próximos passos do mercado.
Fontes: Reuters; InfoMoney
